terça-feira, 26 de março de 2013

Triatlo de Alpiarça 2013




Alpiarça marca, há já alguns anos, o início da “época dos triatlos”. Este ano não foi excepção e, o primeiro triatlo da época, trouxe cerca de 480 triatletas (80 na prova aberta e cerca de 400 no Campeonato Nacional de Clubes) à Albufeira dos Patudos.



Depois de uns dias cinzentos e chuvosos, o domingo acordou com um sol envergonhado mas que foi ganhando confiança ao longo da manhã, permitindo fazer a prova quase toda enxuta apenas com um ou outro apontamento de chuva durante o segmento de ciclismo.
A Albufeira dos Patudos é um local lindo, embora só tenha conseguido sentir toda a sua beleza no final da prova, enquanto comíamos alguma coisa no café local, com aquele plano de água à nossa frente, porque durante a prova não dá muito para ver a paisagem. Estas provas mais curtas são de tal forma intensas que não há grandes possibilidades de apreciar a paisagem.
O Porto Runners deslocou-se a esta prova com 4 atletas – Pedro Lopes, Renato Cardoso, Eu e o Rui Martins, sendo este último um estreante que fez uma grande prova e que fará, daqui a cerca de 2 meses o seu primeiro HIM em S. Jacinto – que aproveitaram a oportunidade para mostrar o novo equipamento do clube feito, mais uma vez, pela Cofides.


Dada a distância que nos separa do local da prova deslocamo-nos no dia anterior para a prova tendo ficado hospedados em Almeirim, onde não poderíamos perder a soberba “sopa da pedra” local. Uma maravilha!...


No início da prova foi feita uma merecida homenagem ao António Miguel Jourdan, um dos mais conceituados treinadores nacionais e figura incontornável no desenvolvimento da modalidade em Portugal, falecido há aproximadamente um ano. Após esta homenagem (e depois das habituais chamadas de atenção para os atletas se colocarem atrás da linha de partida – há malta que insiste em não cumprir com isto...) era altura de iniciar o meu primeiro triatlo da época.
Embora não sentisse grande pressão (nem este triatlo e muito menos nesta distância eram provas fundamentais para mim) queria aproveitar a oportunidade para ver como estava a minha forma. Principalmente na natação estava curioso para ver até que ponto a evolução que tenho conseguido em piscina se faria sentir em águas abertas. A água bastante fria (16º) e a quantidade de atletas prometiam uma natação complicada pelo que, logo após a partida, procurei seguir ao meu ritmo. Fiz uma boa navegação (não era difícil, bastava seguir os outros) mas ao longo de toda a prova sofri sempre alguns toques, dada a quantidade de nadadores. Apenas na segunda parte é que me consegui sentir melhor. Resultado, voltei a sair tarde da água e não fiquei nada contente com a minha prestação. Vou continuar a trabalhar para ver se as coisas correm melhor nas próximas provas.
A partir daqui gostei do meu desempenho. Fiz um segmento de ciclismo consistente, ora em grupo ora sozinho, e consegui médias de frequência cardíaca que outrora eram impossíveis neste segmento.
Na corrida, fiz o que me era "exigido". Saí forte e consegui aguentar o ritmo imposto.
O tempo final foi agradável, apenas a água me deixou menos contente.
Tempo final: 1h09m57s (Natação: 15:51; Ciclismo: 36:26; Corrida: 17:38)
Classificação: 124.º Geral; 33.º Sen. Masc.

domingo, 10 de março de 2013

Corrida da Cidade de Aveiro - A primeira prova com chip

A Corrida da Cidade de Aveiro, terceira (e última, depois de Braga e Porto) prova do circuito "Corrida da Cidade" organizado pela Atletas.net marcou a estreia da Liliana numa "prova com chip".


Depois de muitos kms/treinos desde o início da Transformação e, após uma mini-experiência, esta foi a primeira "prova com chip" da Liliana. Sim, porque isto de andar para aí a correr - ao sol e à chuva, ao calor e ao frio, etc. - tem que ter objectivos. Esta foi a prova apontada, há alguns tempos, para a estreia. A ideia era concluir a prova no melhor registo possível e "curtir" a corrida, ficando com vontade de voltar. A prova parecia a ideal, com andamentos "para todos os gostos" e um percurso sem grandes exigências. Mostrou-se ser a escolha acertada. A organização - que contou com a preciosa colaboração do Regimento de Infantaria n.º 10, sediado em S. Jacinto (houve, inclusive, um pelotão de militares a correr esta prova - fardados e com as típicas "botas da tropa") - esteve em bom plano e levou a cabo, sem problemas de maior, uma prova que não tendo um nível competitivo elevado nem figuras destacadas do Atletismo nacional, mobilizou a população, o que é muito bom. Só pelo facto de conseguir ter 700 pessoas inscritas (apenas na corrida, fora a caminhada/mini) a organização está de parabéns.

Quanto a nós (sim, porque eu como namorado aplicado, acompanhei a Lili ao longo de toda a prova) dificilmente a prova poderia ter corrido melhor. Antes da partida a Lili viveu a azáfama pré-competitiva (ainda mais) de dentro. Sendo a sua primeira experiência nestas lides, era natural o nervosismo inicial que foi desaparecendo à medida que os primeiros metros foram passando com todo aquele envolvimento da multidão. Para mim foi diferente viver uma partida/prova mais calma, mas bastante gratificante.


A Liliana fez uma prova bastante interessante, conseguindo cumprir os 10 kms sempre em corrida, sem quebras e sem paragens, dentro do tempo pensado (se bem que este era um objectivo secundário). O tempo foi nosso amigo e fomos brindados com uma manhã solarenga... até aos 8 kms. Aí tivemos direito a uma forte chuvada (com saraiva e tudo), nada que nos conseguisse tirar a felicidade de cumprir o objectivo e concluir a prova. PARABÉNS! És o meu orgulho! :-)

Ainda sobre esta prova queria apenas deixar umas palavras de gratidão para o "sr. Atletismo" de Ovar - António Branco - que, apesar de ter apenas um atleta a competir (verdadeiramente) em Aveiro, deslocou-se lá, incentivou-nos e ainda teve direito a uma chuvada... Obrigado "mister"!

Para finalizar não poderia terminar sem fazer referência à outra actividade que tivemos em Aveiro este fim de semana, esta de cariz cultural. No sábado à noite, no Teatro Aveirense, o grande Jorge Palma acompanhado pelo seu filho Vicente Palma, trouxe-nos algumas das óptimas canções que compõem o seu reportório. Aqui fica uma (das muitas) que eu gosto.