quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Diz-me como vens...

... dir-te-ei que horário tens.

Mudei-me recentemente para Viseu [vida de professor, como já disse anteriormente (já agora aproveito para dizer que procuro companheiros para treinar aqui na zona, suaves que a lesão assim obriga)] e aluguei um apartamento perto da escola onde fui colocado.
Entretanto, aproveitando o bom tempo e minorando a minha pegada ecológica, tenho-me deslocado para a escola de bicicleta (embora a cidade não esteja preparada para a utilização diária da bicicleta e o convívio com os automóveis nem sempre seja fácil).


Hoje, após uma alterações que fizeram aos horários, achando que tinha ficado prejudicado fui à Direcção para apresentar o meu descontentamento e ver o que era possível fazer em relação a isso.
Não resolvi nada mas fiquei a saber que a forma como nos deslocamos para a escola é um critério na atribuição dos horários pois, uma das justificações que me deram, foi a de que "tu até és de perto, vens de bicicleta para a escola".
Se a moda pega preparem-se pois já estou a ver a atribuição dos horários a ser feita com base numa tabela deste género...

Qualidade do Horário
Meio de deslocação para o local de trabalho
Péssimo
A pé
Mau
Bicicleta
Razoável
Motociclo/Ciclomotor
Bom
Automóvel (a gasolina)
Óptimo
Automóvel (a gasóleo)


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Pause!...


Depois do Triatlo Longo de Caminha e do Triatlo de Vila Viçosa fiquei um pouco condicionado. Os músculos teimavam em não recuperar, apesar da pouca carga que lhes dava.
Duas semanas de "férias" depois, quando as coisas já estavam melhores, num treino de bicicleta uma forte dor na anca esquerda mostrou-me que afinal as coisas ainda não estavam assim tão bem. Ainda preciso de mais uns dias de descanso, pensei. E assim fiz, complementando o mesmo com algumas sessões de fisioterapia. Continuei a nadar e a fazer umas corridas ligeiras onde a dor nunca se manifestou mas, quando voltei a pegar na bicicleta, nem meia hora de treino tinha ainda e a dor lá estava, a incomodar e a começar a deixar-me deveras preocupado.
Há cerca de um mês que andava a treinar condicionado, numa altura em que era fundamental treinar bem. Desesperado, apontei em todas as direcções possíveis tentando manter acessa a possibilidade de competir nas provas previstas para este final de época (Desafio Islas Cies e Iberman).
Fui ao osteopata e, não querendo pecar por negligência, fui igualmente ao ortopedista. Do primeiro saí melhor (já conseguia pedalar sem grandes dores por mais de uma hora - ainda assim muito longe do pretendido...) mas, do segundo, saí derrotado. Após alguns testes inconclusivos e um raio-x à anca esquerda o diagnóstico apontava para conflito femoroacetabular, que seria comprovado ou não por uma ressonância magnética (que foi uma experiência horrível, diga-se de passagem). Entre esta primeira consulta e a segunda, onde saberia o resultado da ressonância, passou cerca de uma semana e, acreditem, a ansiedade de saber o resultado é aflitiva (e não é "um caso de vida ou de morte", por isso imagino noutras doenças mais graves). Felizmente (?!...) a ressonância parece indicar que não existem lesões que apontem para o conflito femoroacetabular mas sim para o síndrome doloroso do grande trocanter (trocanterite), estando já a realizar o tratamento conservador do mesmo.
Numa altura em que era fundamental estar a treinar bem estive (estou e estarei) condicionado, pelo que, para minha grande tristeza, não conseguirei realizar as provas planeadas.
Simultaneamente vem aí um período de mudanças (dia 30 de Agosto saberei onde estarei a trabalhar no dia 2 de Setembro... vida de professor...) pelo que decidi fazer uma pausa (e um reset).
Vou aproveitar esta paragem forçada para fazer uma "limpeza" a todas as mazelas que se vão instalando e ver se na próxima época já estou em pleno.
Até lá, um grande abraço e votos de bons treinos e boas provas para todos!

sábado, 27 de julho de 2013

Triatlo de Vila Viçosa - Competindo no Alentejo

Há já algum tempo que gostava de fazer esta prova. Contudo, dada a distância até Vila Viçosa, esta era uma prova que não era fácil de realizar. Este ano, no entanto, dado que ia (estou) a fazer o período transitório (aka férias) na Costa Alentejana, a prova enquadrava-se geograficamente e, vai daí, lá fui eu fazer mais uma na minha lista de "to do".


Apenas uma semana após a realização do Triatlo Longo de Caminha, onde o meu isquio-tibial direito cedeu, e depois de uma semana de regeneração (possível) a ideia passava por controlar bem o esforço para poder completar (e apreciar) a prova - disputada na distância olímpica: 1.500 metros de natação, 40 kms de ciclismo e 10 kms de corrida.
Esta prova tem um segmento de ciclismo muito característico. Além de ser em linha (desde a Barragem de Lucefecit até Vila Viçosa, o que faz com que haja dois PT distintos), é feito sem drafting (sem roda), o que o torna bastante interessante.
A minha estreia nesta prova, que acabaria por se revelar interessante, não começou da melhor forma. Coloquei as coisas necessárias para a corrida no PT2 (em Vila Viçosa) e fui preparar a bicicleta e o restante material para levar para o PT1 (instalado na Barragem de Lucefecit).
Quando cheguei ao PT2 novamente estava a preparar-se para arrancar um camião (disponibilizado pela organização) carregado de bicicletas para o PT1 e disseram-nos (a mim e a uma série de atletas que lá estavam, incluindo alguns espanhóis) que, uma vez que este já estava cheio, vinha já outro, mais pequeno, para levar as bicicletas que faltavam. 15 minutos depois chegou-nos a informação (através da FTP) que ia arrancar o último autocarro (que levava os triatletas para a Barragem). E as bicicletas?, perguntamos nós. Já não há mais camiões, desenrrasquem-se com os carros..., foi a resposta que nos deram.
Valeram-me os companheiros do Atneu Artístico Cartaxense que, estando na mesma situação que eu, decidiram levar a carrinha para a Barragem e me deram boleia (a mim e à minha bicicleta), mostrando que não só o Triatlo é um (ou três?) desporto(s) diferente(s) como os seus praticantes são mesmo uma tribo. Obrigado companheiros!
Ultrapassada esta peripécia (que não abona a organização), o resto foi agradável. Vinha com a ideia de, como disse, fazer a prova e não agravar a "lesão" no isqui-tibial direito, pelo que controlo era a palavra de ordem. Aproximam-se momentos cruciais de treino e é importante estar bem, por isso não queria comprometer nada.
O percurso de natação, com 1.500 metros de extensão, consistia em duas voltas. Como a temperatura da água era de 25.º C a prova foi sem fato isotérmico, o que não me favoreceu nada. Ainda assim parti no meio do grupo, consegui navegar bem e impus um ritmo que me permitiu sair da água bem para fazer o resto da prova. Não foi um bom tempo (mesmo para o meu nível) mas fiquei com boas sensações.
Na ida para a Barragem deu para perceber que o percurso de ciclismo ia ser um sobe e desce constante (o chamado rompe-pernas). Gostei muito do percurso e fiquei com pena de não poder "apertar" como queria pois o isquio-tibial estava sempre a avisar para eu ter cuidado. Para além do sobe e desce do percurso gostava também de salientar a passagem por Bencatel. Ao passarmos nesta localidade apanhamos um troço de desagradável empedrado compensado, no entanto, pelo forte apoio da população local.


A corrida consistia em 4 voltas a um percurso exigente com duas rampas que quebravam muito o ritmo. Fui sempre a controlar o esforço, corri bem e a bom ritmo e fiquei contente por completar a prova sem agravar a "lesão".
Tirando aquela peripécia inicial gostei bastante de realizar esta prova e, se for possível, voltarei. Ainda para mais quando temos uma prova disputada na distância olímpica a um custo tão agradável.
Vamos aos habituais números.
Natação (1.500 metros): 34:53
Ciclismo (38 kms sem drafting): 1:14:45
Corrida (10 kms): 38:15
Total: 2:27:54
Classificação: 65.º Geral/31.º Sénior Masc.
Mais informações aqui.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Triatlo Longo de Caminha - Pedalando na Serra d' Arga

Caminha recebeu este fim de semana o Campeonato Nacional de Grupos de Idade de Triatlo Longo.


Este desafiante Triatlo, disputado na distância longa (1900 metros de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida), contou com cerca de 250 participantes, entre atletas nacionais e espanhóis.


A natação, feita praticamente toda no Rio Minho (apenas nos metros finais tínhamos de cruzar o Rio Coura para acedermos ao parque de transição), teve a particularidade de ser em linha e dos atletas serem transportados até junto à partida por um ferry-boat que habitualmente liga Portugal a Espanha.
Uma vez chegados à zona da partida, saltámos do ferry-boat e nadámos até às bóias que marcavam o início da prova, para aí aguardar pela partida. A distância não era muita mas demorámos um pouco a percorrer estes metros e percebemos que, ao contrário do que se supunha, a corrente do rio não estava a ajudar...
Apesar de não ter feito um grande tempo na natação, senti-me bastante bem ao longo de todo o segmento e saí à frente de algumas das minhas referências.


O segmento de ciclismo - o grande desafio desta prova - consistia numa curta ligação de Caminha até ao início da subida da Serra d' Arga, seguida de 2 voltas que podemos dividir em 3 partes: uma primeira parte que era composta quase exclusivamente por subidas, algumas das quais com uma inclinação acentuada; uma segunda parte que era praticamente toda a descer, em que as velocidades atingidas eram elevadas e onde tínhamos algumas curvas perigosas; e uma terceira parte com um sobe e desce constante (o típico "rompe-pernas") agravado com o facto do piso se encontrar em mau estado. No final das 2 voltas havia ainda que repetir a curta ligação, mas agora da Serra d' Arga em direcção a Caminha.



Uma vez que já conhecia o percurso (no fim de semana anterior tínhamos ido treinar para Caminha, com o intuito de fazer o reconhecimento dos percursos) iniciei o segmento com algum cuidado, de forma a garantir forças para a segunda volta. Nas subidas fui recuperando bastantes lugares, alguns dos quais perdia depois a descer (sou um medricas!...). Já bastante perto do final do segmento percebi que, provavelmente, havia abusado pois comecei a sentir os músculos das coxas a "picar", ameaçando umas valentes caimbras a qualquer momento.
E assim foi!... Ainda no parque de transição, enquanto calçava as sapatilhas para iniciar a corrida o músculo posterior da coxa direita "agarrou". O mal já estava feito...
Saí do parque de transição junto com o Carmo e pensei que seria uma boa companhia para o segmento final. Ainda corremos juntos umas centenas de metros mas a minha prova estava definitivamente comprometida. Até ao final viria a parar ainda uma boa dúzia de vezes para alongar o músculo que teimava em contrair. Apesar das caimbras, quando consegui correr, senti-me bastante bem com um ritmo cardíaco confortável a ritmos agradáveis o que me dá bons indícios.
Sobre a corrida salientar ainda a diversidade de pisos que, apesar de eu não ter conseguido tirar todo o proveito do percurso, achei bastante interessante. Este segmento levava-nos de Caminha até Vila Praia de Âncora, passando pela Mata do Camarido e por Moledo, com pisos que iam desde o asfalto até à terra batida, passando pelos passadiços de madeira e pela calçada.


No final, após este esforço, nada melhor do que passar a meta e encontrar uma cara bonita que, prova após prova, pacientemente aguarda a nossa chegada. Desculpa ter demorado tanto mas as pernas não quiseram ajudar!... :)
Completei a prova em 5:40:16, alcançando o 34.º lugar da Geral (8.º do AG 30-34, incluindo os atletas espanhóis). As classificações completas e outras informações podem ser consultadas aqui.
Como todas as histórias, também esta tem uma lição. Não foi a corrida que falhou na minha prova, foi o ciclismo. Por isso, nos próximos tempos, vou tentar insistir um pouco mais neste segmento, sem descurar os outros, naturalmente.
Finalmente resta-me elogiar a organização da prova (Associação de Triatlo de Caminha, Câmara Municipal de Caminha e Federação de Triatlo de Portugal), pois esteve quase irrepreensível. Sendo esta uma primeira edição não falhou praticamente nada. No segmento de Ciclismo havia muitos guardas da GNR colocados nos pontos cruciais do percurso e não me apercebi de carros a circular. Os abastecimentos, quer no ciclismo quer na corrida, contaram com muitos voluntários (sempre prestáveis e empenhados) e bastante quantidade e qualidade (só aqueles bidons no ciclismo é que não me pareceram correctos; não só pelo tamanho que não encaixavam nos suportes convencionais, como também pelo plástico duro que dificultava a sua utilização). Destaque também para o apoio do público (tão pouco comum entre nós) que, provavelmente pela proximidade com Espanha (entusiastas natos), não se cansaram de nos dar ânimo.

terça-feira, 16 de julho de 2013

VIII Duatlo da Ribeira de Ovar

Este fim de semana tive que optar...
No sábado de tarde havia o Duatlo da Ribeira de Ovar (onde eu já fui tão feliz...) e no domingo de manhã havia o Triatlo Longo de Caminha.
Ainda ponderei fazer as 2 provas mas, dada a exigência do Triatlo (não só por ser longo mas, acima de tudo, pela particularidade de ter um percurso de ciclismo extremamente exigente), decidi abdicar do Duatlo "caseiro" (embora a possibilidade de fazer um bom resultado fosse tentadora). Prevaleceu a razão...


Apesar de não ir participar como atleta fui como espectador. Não só porque gosto da modalidade mas, acima de tudo, porque tinha lá a participar alguns colegas (de outras modalidades, nomeadamente Atletismo e Natação) que consegui convencer a experimentar o Duatlo (e saíram-se todos muito bem).
Fiquei assim, do "lado de fora", a apoiar os atletas e a dar valor a quem o faz tantas vezes (e, por vezes, durante tanto tempo - não é Lili?).


A prova não contou com muitos atletas (penso que a divulgação podia ter sido bem melhor) mas, os que lá estiveram, fizeram o seu melhor e tudo correu de feição.
Estas provas de promoção são importantes para o desenvolvimento da modalidade, nomeadamente no que ao número de praticantes diz respeito e, esta interacção entre federados e não federados, é fundamental.



A população, que se concentrou na rua central, dinamizou bastante a prova (ou não fizesse ela parte do programa das festas de aniversário da Associação local) e a música foi uma constante.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Gerês Granfondo Cycling Road - O Empeno...

O Granfondo chegou ao Norte. Depois de, no ano passado, os eventos desta natureza se terem estreado em Portugal com o Granfondo Skyroad Aldeias do Xisto, este fim de semana foi a vez do Gerês receber os ciclistas.


Foram muitos (cerca de 800 ciclistas e respectivos acompanhantes nas duas provas - Granfondo e Mediofondo) os que se deslocaram à vila, enchendo os alojamentos e o comércio da região.
O bom tempo não faltou à chamada e a chuva prevista, felizmente, não se fez sentir durante todo o percurso.
A prova de Granfondo (146 kms/2850 D+) tinha desafios como o Alto Joana Barbosa, entre o km 45 e o km 51 (6 kms) sempre a subir numa inclinação média entre os 4% e os 5%. Depois, o Alto Alberto Amaral, onde encontrávamos o segundo abastecimento, que se iniciava ao km 70 e consistia numa escalada com cerca de 11 kms e uma inclinação média entre os 5% e os 6%. A grande dificuldade, contudo, situava-se já junto ao centésimo km, consistindo numa subida com 14 kms de extensão, alguns dos quais com 7% de inclinação média.



A prova de Mediofondo (100 kms/1695 D+) consistiu num percurso de 100 km, estando a principal dificuldade na subida ao Alto Pedro Cardoso. Esta subida, com 23 km de extensão (entre o km 45 e o km 68), cujos primeiros 6 km coincidiram com idêntica distância do Granfondo.


Para ambas as provas, os últimos 5 km incidiram na subida entre as pontes de Rio Caldo e a meta no centro da vila do Gerês.


Tinha decidido participar nesta aventura pelo desafio da prova e para aproveitar para realizar mais um treino de qualidade em muita (e boa) companhia. Assim, "desliguei o chip competitivo" e parti (bem atrás) à aventura. Procurei fazer todo o percurso a um ritmo controlado e, até à grande subida ia muito bem. Depois veio a grande subida, essa que derruba qualquer um... Sofri imenso e tive mesmo que fazer uma breve "pausa técnica" a meio para recuperar que as dores nas pernas não me deixavam mais pedalar. Depois do último abastecimento, quando todos pensávamos que o pior já estava feito e que apenas nos restava descer, ainda apanhamos umas boas subidas (felizmente curtas) que, dado o desgaste anterior, não foram fáceis. Na última subida (das pontes para a vila do Gerês) vi-me obrigado a controlar o andamento para evitar o ataque das "piranhas" (como um companheiro de aventura designava as "caimbras").



Foi um treino bastante interessante, com uma paisagem fantástica e com um ambiente entre participantes bastante saudável (pelo menos nos meios onde eu circulei, lá mais para frente não sei).
Gastei 5 horas 33 minutos e 58 segundos a completar os 144 kms (média 26,2 km/h), incluindo os minutos que demorei a chegar do local de onde estava até à partida e os minutos (retemperadores) que parei nos 2 abastecimentos aos 80 e aos 110 kms. A classificação, que para o caso pouco importa, pode ser consultada aqui.


A organização está de parabéns pois conseguiu implementar um evento com muito boa qualidade. O percurso estava bem marcado (havia inclusive nas principais subidas placas que indicavam os kms em falta até ao topo e a percentagem média de inclinação), os abastecimentos tinham comida e bebida em quantidade e variedade mais que suficiente (até o almoço volante final estava bom), os elementos do "staff" eram simpáticos e atenciosos e o preço de inscrição pareceu-me justo para o evento. Apenas deveriam rever, na minha opinião, duas coisas: o percurso continha algumas secções em empedrado - muitas das quais a subir - e a t-shirt que ofereceram (do patrocinador) poderia ser substituída por uma alusiva ao evento.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Muda as Estatísticas

Uma famosa marca de refrigerantes lançou uma campanha sobre os efeitos negativos de um estilo de vida sedentário e as suas consequências para a saúde.
O programa assenta em 4 compromissos que visam promover um estilo de vida ativo e saudável. São eles:
1. consciencializar para o grave problema do sedentarismo e ajudar a prevenir o excesso de peso; 
2. promover a prática de actividade física diária;
3. oferecer uma alternativa baixa em calorias ou sem calorias para uma dieta variada, moderada e equilibrada;
4. impulsionar uma comunicação responsável para as mães e continuar sem fazer marketing para as crianças.
Eu, que até nem gosto desta marca (por múltiplas razões), acho as suas campanhas publicitárias (nomeadamente os vídeos) bastante interessantes.
Esta campanha é constituída por dois anúncios e um website específico – Muda as Estatísticas - e, para além de ser apelativa (como todas as outras), tem também uma mensagem importante subjacente, que penso valer a pena reforçar.
No site podemos encontrar muitas dicas para combater o sedentarismo e associar a actividade física à alimentação saudável por forma a conseguir um estilo de vida activo e saudável.
A primeira fase arrancou em meados de Maio com o anúncio "Cadeiras - E se nos levantarmos?".



Agora é-nos apresentado outro vídeo ("Muda as Estatísticas") que nos chama a atenção para o risco do sedentarismo e para a epidemia da obesidade (a prevalência da obesidade, a nível mundial, é tão elevada que a OMS considerou esta doença como a epidemia global do século XXI), exortando-nos a adoptar um estilo de vida activo e saudável (onde a actividade física seja combinada com hábitos de alimentação saudável).


Termino ao jeito radiofónico com um... Já agora, vale a pena pensar nisto...

terça-feira, 4 de junho de 2013

I Duatlo BTT "Terras de Viriato" - Viseu, 2013

A cidade de Viseu recebeu este fim de semana o I Duatlo BTT "Terras de Viriato". Depois de, em ano(s) anterior(es), se ter realizado um Duatlo na variante de estrada na cidade e, para além de Mangualde (onde se disputa o Duatlo de Mourilhe, também em BTT), a modalidade está de regresso a terras beirãs. Que bom é ver a modalidade expandir-se para outras paragens mais afastadas do litoral, assim haja atletas para a praticarem...


Inicialmente esta não era uma prova que estivesse nos meus planos mas, por um lado porque se realizava na cidade da minha namorada - Liliana - e, por outro lado, por ser um Duatlo BTT (uma prova que nunca tinha realizado) aceitei o desafio e inscrevi-me. Esta foi a última prova da minha trilogia competitiva, iniciada em S. Jacinto e que aqui terminou depois de ter passado por Almeirim. 3 competições em 3 semanas consecutivas... Agora é tempo de pensar em Caminha.


A prova contou com o apoio logístico do Regimento de Infantaria 14, em frente do qual estava montado todo o aparato da competição e onde se realizou a partida, a chegada e as transições.
Tendo em conta o tipo de prova, o local e a data (no mesmo fim de semana que o Triatlo de Peniche - Campeonato Nacional de Grupos de Idade) não eram esperados muitos atletas. E assim foi. Foram cerca de 35 os atletas (apenas homens...) que compareceram à chamada. Engane-se no entanto quem pensa que, pelo número reduzido de atletas, o nível competitivo seria baixo. Apesar de poucos o nível competitivo estava assegurado com bons atletas na linha de partida.


A corrida foi praticamente toda realizada dentro do Instituto Politécnico de Viseu, com muitos percursos de ida e volta (e os consequentes retornos que quebram o ritmo), estando, por vezes, mal delimitado (as fitas colocadas apenas no lado exterior das curvas, deixando o lado interior livre para quem quisesse cortar caminho) e com pouco controlo (na 1.ª corrida havia bastantes elementos espalhados pelo percurso mas na 2.ª corrida apenas estava 1 pessoa ao longo de todo o percurso).


O percurso de BTT tinha um pouco de tudo. Havia desde estradas de alcatrão (naturalmente) até um "single track" sinuoso onde era necessária bastante técnica, passando por zonas de terra e mata onde as subidas e as descidas se iam revezando. Apesar de estar pouco à vontade com esta variante do ciclismo (isto já sendo bastante optimista pois já não andava de BTT há mais de um ano...), dado que havia terminado o primeiro segmento bem classificado, tentei seguir com os primeiros. Até entrar no "single track" a coisa ainda se foi compondo mas, quando foi exigida técnica e à vontade em cima da bicicleta, as minhas lacunas fizeram-se notar e, para além de ameaçar um bom par de quedas (felizmente não passaram de ameaças), saí do trilho numa curva mais apertada (fui em frente) o que me valeu - além do susto - uns bons arranhões (felizmente sem gravidade). Foi nessa altura que eu decidi não arriscar neste segmento (esta não era uma prova prioritária e, uma simples queda, poderia pôr em causa todo o trabalho já feito esta época bem como o que ainda está por fazer) e moderei o andamento nas zonas mais perigosas do percurso. Ao longo das 3 voltas que compunham o segmento acabei por, não só perder o contacto com os elementos da frente, mas também ser ultrapassado por 3 ou 4 atletas que, sabedores da arte do BTT (ou simplesmente destemidos, quem sabe), passaram por mim a grande velocidade.
O percurso estava bem sinalizado e, nos locais mais complexos, havia elementos da organização a orientar-nos e a controlar o trânsito. Ainda assim e, uma vez que o trânsito estava aberto, chegou a haver situações em que os veículos circularam juntamente com os ciclistas.
No entanto, na minha opinião, o pior estava guardado para o fim. Na segunda corrida, para além de ter apenas uma pessoa a controlar o percurso no IPV (tal como já referi anteriormente) não tinham sequer ninguém a dar água aos atletas mais atrasados. Estes, no abastecimento colocado no início do segmento (imediatamente após a saída do PT), tiveram que se servir das águas deixadas em cima da mesa (o "self service" chegou ao Duatlo...). Se queremos divulgar a modalidade e trazer atletas temos que os saber cativar e não é assim que o fazemos com certeza. O último atleta merece tanto respeito como o primeiro (não pagaram afinal valores de inscrição semelhantes?).
E por falar em valores de inscrição, aproveito para referir as lembranças. Não é pelo que recebemos no final que avaliamos uma prova, mas lá que é agradável levar alguma coisa para casa é. Nesta prova fomos presenteados com umas brochuras do Turismo do Centro de Portugal e umas pequenas recordações (um porta chaves, um rebuçado e um lápis) do Exército. Acho que o valor da inscrição merecia algo mais.
Voltando à prova em si, falta-me apenas referir que logo no início da  segunda corrida passei 2 atletas que me haviam passado na última volta do ciclismo (um deles passei-o ainda no PT) e, uma vez que não havia ninguém ao meu alcance, fui correndo até à meta apenas com atenção para que não fosse surpreendido por algum atleta que viesse atrás.


No final, cumprida a prova em 1:13:06 horas, o melhor que consegui foi o 7.º lugar da Geral (5.º Sénior). Podem consultar a classificação completa aqui.

terça-feira, 28 de maio de 2013

O valor de uma medalha - Duatlo de Almeirim 2013

Hoje, para ser diferente e porque o momento assim o merece, vou começar este texto pelo final.
Quanto vale uma medalha? Naturalmente a resposta depende, não só de quem responde, mas também da medalha em si. Esta, de que estamos a falar em particular, não tem em termos materiais muito valor. É uma medalha simples, feita num metal banal, com o logotipo de Almeirim na frente e com algumas letras gravadas atrás (esta parte bem mais valiosa para mim).



Contudo, se em termos materiais esta medalha não tem grande valor, em termos afectivos/sentimentais esta é uma medalha muito importante para mim. Esta é a primeira medalha que eu conquisto no Duatlo/Triatlo. Nela estão gravadas muitas horas de treino, alguns sacrifícios, algumas privações, enfim, muito trabalho para que, naquela hora de prova, alcançasse um lugar no pódio. E a conquista desta medalha foi ainda mais saborosa pois, como vem sendo hábito, tinha na meta à minha espera aquela a quem tantas vezes privo da minha companhia mas que, com a sua compreensão, me vai acompanhando e incentivando. Obrigado Lili! Esta medalha também é tua (e do meu mister Branco e dos meus companheiros de treino também, claro). Obrigado a todos!



Definido que está o valor desta medalha passemos então ao relato da prova.
A cidade de Almeirim recebeu na tarde do passado sábado o Campeonato Nacional de Grupos de Idade de  Duatlo. Esta prova, disputada na distância Sprint (5 kms de corrida + 20 kms de ciclismo + 2,5 kms de corrida), atribuía o título de Campeão Nacional de Duatlo ao vencedor de cada Grupo de Idade.



Uma vez que tenho no Duatlo (muito) mais possibilidades de alcançar um bom resultado do que no Triatlo decidi inscrever-me nesta prova, apesar da proximidade temporal com o Triatlo Longo de Aveiro (S. Jacinto), que havia sido a apenas 6 dias. Depois de uma semana de regeneração, aparentemente praticamente recuperado, não escondo que fui a Almeirim com o desejo de trazer uma medalha no Grupo de Idade 30-34 anos. Naturalmente esperava-me uma prova difícil, com distâncias curtas e intensidades altíssimas, mas tentaria bater-me pelo melhor resultado possível.
À partida para esta prova, com cerca de 180 atletas inscritos, a minha táctica era bastante simples. Tentar seguir com as "referências" do meu Grupo de Idade na primeira corrida e no ciclismo e depois, na segunda corrida, fazer o que fosse possível. Sabia que a partida seria rápida mas, se queria trazer uma medalha para casa, tinha que sofrer. A questão era saber quanto...
Assim que o tiro de partida foi dado fiquei logo com uma ideia da dimensão do sofrimento. Os atletas da frente partiram todos como se de uma prova de 400 metros se tratasse e a mim não me restou outra alternativa senão segui-los. O primeiro km precipitou-se e o Garmin apitou indicando que tinha demorado 3:06 minutos para o percorrer. O grupo na frente seguia todo compacto e, numa fracção de segundos em que consegui olhar para o relógio, verifiquei que a minha frequência cardíaca ia a 187 bpm. Eu sabia que ia sofrer mas assim tanto não... A primeira volta foi toda ela feita com ritmos muito altos (o km mais lento foi 3:09 minutos) e só na segunda volta é que o grupo da frente se partiu criando dois grupos. Eu acabei por ficar no segundo grupo onde seguiam algumas das minhas "referências". 


Logo no início do segmento de ciclismo, fruto da transição, acabamos por nos espaçarmos um pouco. Na minha frente, aí a uns 15/20 metros, seguia um grupo de 3 elementos. Mal me montei na bicicleta forcei o andamento para me tentar juntar a este grupo e só já muito perto do retorno do ciclismo (colocado aos 5 kms) é que consegui "colar". Aí pude finalmente apertar os sapatos e hidratar-me. Pouco depois juntava-se  a nós o Jorge Duarte (uma das minhas "referências"), excelente ciclista, que aproveitando uma secção contra o vento desferiu um ataque que não obteve resposta por parte de ninguém do grupo. Ao ver que uma das minhas "referências" poderia fugir, fui eu quem tentou seguir com o Jorge. Ainda conseguimos uma vantagem de alguns metros mas, dada a minha incapacidade (e a de um jovem atleta que entretanto apanhamos e que se juntou a nós) para contribuir com algo palpável para esta fuga, fomos apanhados no final da primeira volta pelo grupo de onde havíamos saído. Daí e até ao final do segmento (durante a segunda volta, portanto) não houve nada de mais a registar. O grupo seguiu compacto até ao final e eu mantinha as minhas aspirações de subir ao pódio.


A segunda corrida, com uma volta apenas, iria ser determinante. Estava com algum receio para ver como é que as pernas reagiriam mas não havia tempo para testes. Saí a "todo o gás" e fui passando alguns atletas. As pernas estavam a portar-se bem (dentro das possibilidades) e eu fui apertando o ritmo enquanto pude. Vi as minhas "referências" ficarem para trás e, na reta da meta, já com poucas forças não consegui ir buscar o sénior que seguia à minha frente.


Confirmei com a Lili que tinha ficado bem classificado na Geral e comecei a perceber que, dificilmente,  uma medalha me escaparia. Tinha sido um esforço enorme mas a recompensa estava prestes a chegar.
O primeiro classificado no Grupo de Idade 30-34 era precisamente o atleta que havia cruzado a meta antes de mim e eu era segundo classificado.  A satisfação era imensa, tinha conquistado a minha primeira medalha no Duatlo/Triatlo e, em breve, subiria ao pódio.


Aqui fica o resumo da prova (em números).
1.ª Corrida: 00:15:54
Ciclismo: 00:33:13
2.ª Corrida: 00:07:54 (2.º melhor parcial, apenas superado pelo vencedor da Geral)
Total: 00:57:02
Classificação: 6.º Geral, 2.º AG 30-34
Podem consultar toda a classificação aqui.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Triatlo Longo de Aveiro (S. Jacinto) 2013

A freguesia de São Jacinto, em Aveiro, recebeu este fim de semana mais uma edição do Triatlo Longo de Aveiro, uma prova disputada na distância de Half-Ironman (1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida)integrada no Campeonato Nacional de Triatlo Longo.


Esta prova, que vai já na sua 4.ª edição, tem vindo a bater ano após ano recordes de participação e, este ano, não foi excepção com mais de 250 atletas inscritos na prova principal (sendo que cerca de 80 atletas eram de Espanha). Se, a este número, juntarmos também os atletas mais jovens (que competiram no sábado), então o número ultrapassa o meio milhar de atletas.
Mas nem tudo são rosas... A organização da prova (Câmara Municipal de Aveiro e Federação de Triatlo de Portugal, com o apoio da Junta de Freguesia de S. Jacinto) decidiu duplicar o valor da inscrição este ano (passou de 25 para 50€), sendo que (pelo menos no que me apercebi) a única diferença se prendeu com a água nos abastecimentos do ciclismo ser fornecida em bidons. Este é um facto extensível a outras provas/distâncias este ano. Serão efeitos da crise?!...
Uma outra alteração nesta edição - embora esta me tenha, pessoalmente, agradado - registou-se no segmento de corrida. O percurso deixou de ter 5 voltas e passou a ter apenas 4. Não que a distância tenha sido encurtada mas sim porque a volta a realizar foi alterada. Continuamos a ter uma corrida feita quase exclusivamente dentro do Regimento de Infantaria n.º 10 (Aérea Militar de S. Jacinto) mas, com uma volta mais extensa, e com o piso em melhor estado.
Este foi apenas o meu segundo triatlo este ano e, depois da má natação que tinha feito em Alpiarça, estava um pouco apreensivo para ver como me sairia aqui. Logo nos primeiros metros a confusão foi, como habitualmente, grande mas lá me aguentei e, ainda antes da primeira boia já tinha conseguido arranjar "o meu espaço" e seguia a um ritmo agradável. Até ao final foi uma questão de aguentar o ritmo e fazer a melhor navegação possível. Saí da água muito perto dos 36 minutos o que, para mim, foi um bom resultado. Parece que, finalmente, começo a ver algum resultado do que vou fazendo na piscina.




Seguiam-se 90 km de bicicleta e, ainda no parque de transição, tomei uma decisão que me viria a fazer passar um mau bocado e a sofrer bastante. Enquanto tirava o fato isotérmico e colocava o capacete, etc. "analisei" as condições climáticas. Não chovia e, pensei eu, que o pior já tinha passado. Apesar de ter no parque um casaco windstopper e uns manguitos decidi não levar nem um nem outros. Tinha poucos kms de bicicleta quando a chuva e o frio começaram a intensificar, deitando por terra a minha "cuidada análise". Seguiram-se duas voltas de puro sofrimento. Eu não tinha frio, estava gelado. Não sentia as mãos nem os pés. Não consegui beber nem comer nada pois a única vez que tirei uma das mãos do guiador para pegar no bidon tive a sensação que, para além de o deixar cair, ia eu também cair. Todo eu tremia, a ponto de ficar com dores nos maxilares, e a minha frequência cardíaca não saía dos 125/130 bpm. Só na terceira volta, quando a chuva parou e o sol começou a espreitar por entre as nuvens, é que eu fiquei um pouco mais confortável e consegui pedalar melhor. Quando entrei novamente no parque de transição para iniciar a corrida tive uma sensação de alívio gigantesca. Foi, para mim, um segmento de ciclismo duríssimo (e o número de desistências neste segmento confirmam-no).


No segmento de corrida fiz o que esperava. Corri com um ritmo forte mas confortável que, apenas na última volta, baixou ligeiramente pois senti que as forças já me começavam a faltar. Neste segmento, tal como já referi, gostei da alteração do percurso relativamente aos anos anteriores.
Aqui ficam os números.
Natação: 36:12
T1: 2:45
Ciclismo: 2:37:27
T2: 0:57
Corrida: 1:21:08
Total: 4:38:30
Classificação:  34.º Geral/18.º Sénior Masc.




Apesar de algumas contrariedades consegui melhorar a minha marca na distância (que tinha sido alcançada aqui o ano passado). Foram apenas 25 segundos, é certo, mas podiam ter sido muitos mais...
Em termos colectivos o Porto Runners fez-se representar por 4 talentosos atletas (eu, o António Ribeiro, o Renato Cardoso e o Rui Martins - este que, na sua estreia em provas longos, se portou muitíssimo bem concluindo esta prova em 5:13).

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Contabilidade Semanal

Terminada que está mais uma semana (faltam 2 para o Triatlo Longo de Aveiro - S. Jacinto), é tempo de fazer a contabilidade.
Foi uma semana interessante e, aproveitando o bom tempo e o feriado, foi possível fazer mais uns kms de bicicleta, engrossando os números finais.
Aqui ficam eles.



E o Passos Coelho ainda quer que eu chegue às 40 horas... Não dá Pedro!
Esta semana "só" fiz 15 horas e o corpo só me pede descanso...

terça-feira, 16 de abril de 2013

Duatlo de Torres Vedras 2013 - Campeonato Nacional

Torres Vedras recebeu, mais uma vez, o Campeonato Nacional de Duatlo (Individual e de Clubes). A prova, disputada na distância standard (10 kms de corrida + 38 kms de ciclismo + 5 kms de corrida), contou com a presença de cerca de 200 atletas, mostrando que a modalidade está de boa saúde.



Depois de um Inverno (e início de Primavera) onde a chuva se fez sentir de uma forma anormal, o fim de semana trazia consigo o sol e as temperaturas mais altas. Se juntarmos ao bom tempo um local agradável (Parque Verde da Várzea), temos reunidas as condições para uma prova espectacular.
Depois de, no ano passado, ter feito uma boa prova neste mesmo local, este ano ia com expectativas de alcançar um bom resultado. O percurso, embora bastante semelhante ao do ano anterior, tinha mais alguns metros em cada volta da corrida o que fez com que a distância (e os tempos) sofressem alterações.



O primeiro segmento (4 voltas de corrida no Parque Verde da Várzea) - composto por um piso misto (um pouco de alcatrão e muita terra batida), bastante ondulante e com muitas curvas e mudanças de direcção - foi feito em progressão. Inicialmente mais comedido no andamento fui ganhando posições à medida que os kms se foram sucedendo e, já na última volta, encontrei um companheiro com quem segui até à primeira transição (sendo 2 a pedalar as coisas são mais simples, pensei eu). A média (quer do ritmo quer da frequência cardíaca) desta primeira corrida deixou-me contente, por um lado, mas apreensivo, por outro lado. Serei eu capaz de pedalar bem depois de ter feito um corrida destas?...




Após a transição seguiam-se 6 voltas de ciclismo, com um percurso exigente (3 retornos e 2 subidas em cada volta). À medida que os kms iam passando o grupo ia engrossando, juntando cerca de 15 atletas. Não foi um grupo que trabalhasse bem, pelo contrário. Nunca houve uma organização bem conseguida e foram poucos os que passaram pela frente a dar o seu contributo. Uma ou outra vez alguém esboçava uma tentativa de fuga que era rapidamente anulada pelo grupo. O facto de termos cerca de 2 minutos de atraso do primeiro grupo e outro tanto de avanço dos que nos seguiam terá também contribuído, certamente, para isto.


Para terminar faltavam ainda duas voltas ao percurso inicial de corrida. A saída do parque de transição foi, naturalmente, forte. Saí praticamente ao mesmo ritmo que fiz a primeira corrida e, para minha admiração, as sensações eram boas. Fiz 4 kms muito bons e, já no km final, o traidor (que é como quem diz, o ísquio-tibial direito) revelou-se. Primeiro ameaçou com uma pequena contracção. Ainda abrandei um pouco o ritmo para evitar a câimbra mas, meia dúzia de passos depois, foram duas as contracções e, logo de seguida, uma forte câimbra obrigou-me a parar e alongar. Alguns segundos depois (muitos, naquele momento pareceu-me uma infinidade) e 3 ou 4 posições atrás lá recomecei a corrida com a calma necessária para conseguir concluir a prova. Apesar desta peripécia fiquei extremamente contente com a minha prova e com a classificação obtida.
Como habitualmente os momentos de convívio antes e depois da prova com os companheiros da "tribo" são também bastante agradáveis e, foi com prazer, que revi alguns deles. Um abraço para todos!
Finalmente um agradecimento especial à Lili que, mais uma vez, cumpriu - e muito bem - uma panóplia de funções (desde companheira de viagem a seccionista  do Porto Runners, passando por fotógrafa, ela fez de tudo).
Aqui ficam os números.
1.ª Corrida: 35' 42''
T1: 00' 30''
Ciclismo: 1h 05' 18''
T2: 00' 25''
2.ª Corrida: 19' 32''
Total: 2h 01' 29''
Classificação: 15.º Lugar Absoluto, 9.º Sénior Masculino

terça-feira, 26 de março de 2013

Triatlo de Alpiarça 2013




Alpiarça marca, há já alguns anos, o início da “época dos triatlos”. Este ano não foi excepção e, o primeiro triatlo da época, trouxe cerca de 480 triatletas (80 na prova aberta e cerca de 400 no Campeonato Nacional de Clubes) à Albufeira dos Patudos.



Depois de uns dias cinzentos e chuvosos, o domingo acordou com um sol envergonhado mas que foi ganhando confiança ao longo da manhã, permitindo fazer a prova quase toda enxuta apenas com um ou outro apontamento de chuva durante o segmento de ciclismo.
A Albufeira dos Patudos é um local lindo, embora só tenha conseguido sentir toda a sua beleza no final da prova, enquanto comíamos alguma coisa no café local, com aquele plano de água à nossa frente, porque durante a prova não dá muito para ver a paisagem. Estas provas mais curtas são de tal forma intensas que não há grandes possibilidades de apreciar a paisagem.
O Porto Runners deslocou-se a esta prova com 4 atletas – Pedro Lopes, Renato Cardoso, Eu e o Rui Martins, sendo este último um estreante que fez uma grande prova e que fará, daqui a cerca de 2 meses o seu primeiro HIM em S. Jacinto – que aproveitaram a oportunidade para mostrar o novo equipamento do clube feito, mais uma vez, pela Cofides.


Dada a distância que nos separa do local da prova deslocamo-nos no dia anterior para a prova tendo ficado hospedados em Almeirim, onde não poderíamos perder a soberba “sopa da pedra” local. Uma maravilha!...


No início da prova foi feita uma merecida homenagem ao António Miguel Jourdan, um dos mais conceituados treinadores nacionais e figura incontornável no desenvolvimento da modalidade em Portugal, falecido há aproximadamente um ano. Após esta homenagem (e depois das habituais chamadas de atenção para os atletas se colocarem atrás da linha de partida – há malta que insiste em não cumprir com isto...) era altura de iniciar o meu primeiro triatlo da época.
Embora não sentisse grande pressão (nem este triatlo e muito menos nesta distância eram provas fundamentais para mim) queria aproveitar a oportunidade para ver como estava a minha forma. Principalmente na natação estava curioso para ver até que ponto a evolução que tenho conseguido em piscina se faria sentir em águas abertas. A água bastante fria (16º) e a quantidade de atletas prometiam uma natação complicada pelo que, logo após a partida, procurei seguir ao meu ritmo. Fiz uma boa navegação (não era difícil, bastava seguir os outros) mas ao longo de toda a prova sofri sempre alguns toques, dada a quantidade de nadadores. Apenas na segunda parte é que me consegui sentir melhor. Resultado, voltei a sair tarde da água e não fiquei nada contente com a minha prestação. Vou continuar a trabalhar para ver se as coisas correm melhor nas próximas provas.
A partir daqui gostei do meu desempenho. Fiz um segmento de ciclismo consistente, ora em grupo ora sozinho, e consegui médias de frequência cardíaca que outrora eram impossíveis neste segmento.
Na corrida, fiz o que me era "exigido". Saí forte e consegui aguentar o ritmo imposto.
O tempo final foi agradável, apenas a água me deixou menos contente.
Tempo final: 1h09m57s (Natação: 15:51; Ciclismo: 36:26; Corrida: 17:38)
Classificação: 124.º Geral; 33.º Sen. Masc.

domingo, 10 de março de 2013

Corrida da Cidade de Aveiro - A primeira prova com chip

A Corrida da Cidade de Aveiro, terceira (e última, depois de Braga e Porto) prova do circuito "Corrida da Cidade" organizado pela Atletas.net marcou a estreia da Liliana numa "prova com chip".


Depois de muitos kms/treinos desde o início da Transformação e, após uma mini-experiência, esta foi a primeira "prova com chip" da Liliana. Sim, porque isto de andar para aí a correr - ao sol e à chuva, ao calor e ao frio, etc. - tem que ter objectivos. Esta foi a prova apontada, há alguns tempos, para a estreia. A ideia era concluir a prova no melhor registo possível e "curtir" a corrida, ficando com vontade de voltar. A prova parecia a ideal, com andamentos "para todos os gostos" e um percurso sem grandes exigências. Mostrou-se ser a escolha acertada. A organização - que contou com a preciosa colaboração do Regimento de Infantaria n.º 10, sediado em S. Jacinto (houve, inclusive, um pelotão de militares a correr esta prova - fardados e com as típicas "botas da tropa") - esteve em bom plano e levou a cabo, sem problemas de maior, uma prova que não tendo um nível competitivo elevado nem figuras destacadas do Atletismo nacional, mobilizou a população, o que é muito bom. Só pelo facto de conseguir ter 700 pessoas inscritas (apenas na corrida, fora a caminhada/mini) a organização está de parabéns.

Quanto a nós (sim, porque eu como namorado aplicado, acompanhei a Lili ao longo de toda a prova) dificilmente a prova poderia ter corrido melhor. Antes da partida a Lili viveu a azáfama pré-competitiva (ainda mais) de dentro. Sendo a sua primeira experiência nestas lides, era natural o nervosismo inicial que foi desaparecendo à medida que os primeiros metros foram passando com todo aquele envolvimento da multidão. Para mim foi diferente viver uma partida/prova mais calma, mas bastante gratificante.


A Liliana fez uma prova bastante interessante, conseguindo cumprir os 10 kms sempre em corrida, sem quebras e sem paragens, dentro do tempo pensado (se bem que este era um objectivo secundário). O tempo foi nosso amigo e fomos brindados com uma manhã solarenga... até aos 8 kms. Aí tivemos direito a uma forte chuvada (com saraiva e tudo), nada que nos conseguisse tirar a felicidade de cumprir o objectivo e concluir a prova. PARABÉNS! És o meu orgulho! :-)

Ainda sobre esta prova queria apenas deixar umas palavras de gratidão para o "sr. Atletismo" de Ovar - António Branco - que, apesar de ter apenas um atleta a competir (verdadeiramente) em Aveiro, deslocou-se lá, incentivou-nos e ainda teve direito a uma chuvada... Obrigado "mister"!

Para finalizar não poderia terminar sem fazer referência à outra actividade que tivemos em Aveiro este fim de semana, esta de cariz cultural. No sábado à noite, no Teatro Aveirense, o grande Jorge Palma acompanhado pelo seu filho Vicente Palma, trouxe-nos algumas das óptimas canções que compõem o seu reportório. Aqui fica uma (das muitas) que eu gosto.