sábado, 27 de julho de 2013

Triatlo de Vila Viçosa - Competindo no Alentejo

Há já algum tempo que gostava de fazer esta prova. Contudo, dada a distância até Vila Viçosa, esta era uma prova que não era fácil de realizar. Este ano, no entanto, dado que ia (estou) a fazer o período transitório (aka férias) na Costa Alentejana, a prova enquadrava-se geograficamente e, vai daí, lá fui eu fazer mais uma na minha lista de "to do".


Apenas uma semana após a realização do Triatlo Longo de Caminha, onde o meu isquio-tibial direito cedeu, e depois de uma semana de regeneração (possível) a ideia passava por controlar bem o esforço para poder completar (e apreciar) a prova - disputada na distância olímpica: 1.500 metros de natação, 40 kms de ciclismo e 10 kms de corrida.
Esta prova tem um segmento de ciclismo muito característico. Além de ser em linha (desde a Barragem de Lucefecit até Vila Viçosa, o que faz com que haja dois PT distintos), é feito sem drafting (sem roda), o que o torna bastante interessante.
A minha estreia nesta prova, que acabaria por se revelar interessante, não começou da melhor forma. Coloquei as coisas necessárias para a corrida no PT2 (em Vila Viçosa) e fui preparar a bicicleta e o restante material para levar para o PT1 (instalado na Barragem de Lucefecit).
Quando cheguei ao PT2 novamente estava a preparar-se para arrancar um camião (disponibilizado pela organização) carregado de bicicletas para o PT1 e disseram-nos (a mim e a uma série de atletas que lá estavam, incluindo alguns espanhóis) que, uma vez que este já estava cheio, vinha já outro, mais pequeno, para levar as bicicletas que faltavam. 15 minutos depois chegou-nos a informação (através da FTP) que ia arrancar o último autocarro (que levava os triatletas para a Barragem). E as bicicletas?, perguntamos nós. Já não há mais camiões, desenrrasquem-se com os carros..., foi a resposta que nos deram.
Valeram-me os companheiros do Atneu Artístico Cartaxense que, estando na mesma situação que eu, decidiram levar a carrinha para a Barragem e me deram boleia (a mim e à minha bicicleta), mostrando que não só o Triatlo é um (ou três?) desporto(s) diferente(s) como os seus praticantes são mesmo uma tribo. Obrigado companheiros!
Ultrapassada esta peripécia (que não abona a organização), o resto foi agradável. Vinha com a ideia de, como disse, fazer a prova e não agravar a "lesão" no isqui-tibial direito, pelo que controlo era a palavra de ordem. Aproximam-se momentos cruciais de treino e é importante estar bem, por isso não queria comprometer nada.
O percurso de natação, com 1.500 metros de extensão, consistia em duas voltas. Como a temperatura da água era de 25.º C a prova foi sem fato isotérmico, o que não me favoreceu nada. Ainda assim parti no meio do grupo, consegui navegar bem e impus um ritmo que me permitiu sair da água bem para fazer o resto da prova. Não foi um bom tempo (mesmo para o meu nível) mas fiquei com boas sensações.
Na ida para a Barragem deu para perceber que o percurso de ciclismo ia ser um sobe e desce constante (o chamado rompe-pernas). Gostei muito do percurso e fiquei com pena de não poder "apertar" como queria pois o isquio-tibial estava sempre a avisar para eu ter cuidado. Para além do sobe e desce do percurso gostava também de salientar a passagem por Bencatel. Ao passarmos nesta localidade apanhamos um troço de desagradável empedrado compensado, no entanto, pelo forte apoio da população local.


A corrida consistia em 4 voltas a um percurso exigente com duas rampas que quebravam muito o ritmo. Fui sempre a controlar o esforço, corri bem e a bom ritmo e fiquei contente por completar a prova sem agravar a "lesão".
Tirando aquela peripécia inicial gostei bastante de realizar esta prova e, se for possível, voltarei. Ainda para mais quando temos uma prova disputada na distância olímpica a um custo tão agradável.
Vamos aos habituais números.
Natação (1.500 metros): 34:53
Ciclismo (38 kms sem drafting): 1:14:45
Corrida (10 kms): 38:15
Total: 2:27:54
Classificação: 65.º Geral/31.º Sénior Masc.
Mais informações aqui.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Triatlo Longo de Caminha - Pedalando na Serra d' Arga

Caminha recebeu este fim de semana o Campeonato Nacional de Grupos de Idade de Triatlo Longo.


Este desafiante Triatlo, disputado na distância longa (1900 metros de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida), contou com cerca de 250 participantes, entre atletas nacionais e espanhóis.


A natação, feita praticamente toda no Rio Minho (apenas nos metros finais tínhamos de cruzar o Rio Coura para acedermos ao parque de transição), teve a particularidade de ser em linha e dos atletas serem transportados até junto à partida por um ferry-boat que habitualmente liga Portugal a Espanha.
Uma vez chegados à zona da partida, saltámos do ferry-boat e nadámos até às bóias que marcavam o início da prova, para aí aguardar pela partida. A distância não era muita mas demorámos um pouco a percorrer estes metros e percebemos que, ao contrário do que se supunha, a corrente do rio não estava a ajudar...
Apesar de não ter feito um grande tempo na natação, senti-me bastante bem ao longo de todo o segmento e saí à frente de algumas das minhas referências.


O segmento de ciclismo - o grande desafio desta prova - consistia numa curta ligação de Caminha até ao início da subida da Serra d' Arga, seguida de 2 voltas que podemos dividir em 3 partes: uma primeira parte que era composta quase exclusivamente por subidas, algumas das quais com uma inclinação acentuada; uma segunda parte que era praticamente toda a descer, em que as velocidades atingidas eram elevadas e onde tínhamos algumas curvas perigosas; e uma terceira parte com um sobe e desce constante (o típico "rompe-pernas") agravado com o facto do piso se encontrar em mau estado. No final das 2 voltas havia ainda que repetir a curta ligação, mas agora da Serra d' Arga em direcção a Caminha.



Uma vez que já conhecia o percurso (no fim de semana anterior tínhamos ido treinar para Caminha, com o intuito de fazer o reconhecimento dos percursos) iniciei o segmento com algum cuidado, de forma a garantir forças para a segunda volta. Nas subidas fui recuperando bastantes lugares, alguns dos quais perdia depois a descer (sou um medricas!...). Já bastante perto do final do segmento percebi que, provavelmente, havia abusado pois comecei a sentir os músculos das coxas a "picar", ameaçando umas valentes caimbras a qualquer momento.
E assim foi!... Ainda no parque de transição, enquanto calçava as sapatilhas para iniciar a corrida o músculo posterior da coxa direita "agarrou". O mal já estava feito...
Saí do parque de transição junto com o Carmo e pensei que seria uma boa companhia para o segmento final. Ainda corremos juntos umas centenas de metros mas a minha prova estava definitivamente comprometida. Até ao final viria a parar ainda uma boa dúzia de vezes para alongar o músculo que teimava em contrair. Apesar das caimbras, quando consegui correr, senti-me bastante bem com um ritmo cardíaco confortável a ritmos agradáveis o que me dá bons indícios.
Sobre a corrida salientar ainda a diversidade de pisos que, apesar de eu não ter conseguido tirar todo o proveito do percurso, achei bastante interessante. Este segmento levava-nos de Caminha até Vila Praia de Âncora, passando pela Mata do Camarido e por Moledo, com pisos que iam desde o asfalto até à terra batida, passando pelos passadiços de madeira e pela calçada.


No final, após este esforço, nada melhor do que passar a meta e encontrar uma cara bonita que, prova após prova, pacientemente aguarda a nossa chegada. Desculpa ter demorado tanto mas as pernas não quiseram ajudar!... :)
Completei a prova em 5:40:16, alcançando o 34.º lugar da Geral (8.º do AG 30-34, incluindo os atletas espanhóis). As classificações completas e outras informações podem ser consultadas aqui.
Como todas as histórias, também esta tem uma lição. Não foi a corrida que falhou na minha prova, foi o ciclismo. Por isso, nos próximos tempos, vou tentar insistir um pouco mais neste segmento, sem descurar os outros, naturalmente.
Finalmente resta-me elogiar a organização da prova (Associação de Triatlo de Caminha, Câmara Municipal de Caminha e Federação de Triatlo de Portugal), pois esteve quase irrepreensível. Sendo esta uma primeira edição não falhou praticamente nada. No segmento de Ciclismo havia muitos guardas da GNR colocados nos pontos cruciais do percurso e não me apercebi de carros a circular. Os abastecimentos, quer no ciclismo quer na corrida, contaram com muitos voluntários (sempre prestáveis e empenhados) e bastante quantidade e qualidade (só aqueles bidons no ciclismo é que não me pareceram correctos; não só pelo tamanho que não encaixavam nos suportes convencionais, como também pelo plástico duro que dificultava a sua utilização). Destaque também para o apoio do público (tão pouco comum entre nós) que, provavelmente pela proximidade com Espanha (entusiastas natos), não se cansaram de nos dar ânimo.

terça-feira, 16 de julho de 2013

VIII Duatlo da Ribeira de Ovar

Este fim de semana tive que optar...
No sábado de tarde havia o Duatlo da Ribeira de Ovar (onde eu já fui tão feliz...) e no domingo de manhã havia o Triatlo Longo de Caminha.
Ainda ponderei fazer as 2 provas mas, dada a exigência do Triatlo (não só por ser longo mas, acima de tudo, pela particularidade de ter um percurso de ciclismo extremamente exigente), decidi abdicar do Duatlo "caseiro" (embora a possibilidade de fazer um bom resultado fosse tentadora). Prevaleceu a razão...


Apesar de não ir participar como atleta fui como espectador. Não só porque gosto da modalidade mas, acima de tudo, porque tinha lá a participar alguns colegas (de outras modalidades, nomeadamente Atletismo e Natação) que consegui convencer a experimentar o Duatlo (e saíram-se todos muito bem).
Fiquei assim, do "lado de fora", a apoiar os atletas e a dar valor a quem o faz tantas vezes (e, por vezes, durante tanto tempo - não é Lili?).


A prova não contou com muitos atletas (penso que a divulgação podia ter sido bem melhor) mas, os que lá estiveram, fizeram o seu melhor e tudo correu de feição.
Estas provas de promoção são importantes para o desenvolvimento da modalidade, nomeadamente no que ao número de praticantes diz respeito e, esta interacção entre federados e não federados, é fundamental.



A população, que se concentrou na rua central, dinamizou bastante a prova (ou não fizesse ela parte do programa das festas de aniversário da Associação local) e a música foi uma constante.