segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

São Silvestre Cidade do Porto

Dezembro é mês de corridas de São Silvestre...
Um pouco por toda a parte (ok, estou a exagerar um pouco) lá se vão realizando estas corridas típicas do final de ano.
Depois do ano passado ter faltado, este ano regressei à S. Silvestre Cidade do Porto.


Como eu foram muitos os que o fizeram. As inscrições para a prova estavam esgotadas à algumas semanas. 10.000 atletas eram esperados no Porto, sendo 6.000 para os 10 kms e 4.000 para a mini/caminhada. Contudo, um pouco menos de 5.000 chegaram à meta...

Não são provas onde se consigam grandes resultados [pelo menos para quem, como eu, não tem número "VIP" (os critérios de atribuição de números "VIP", esses, ficam para outro texto...) e demora cerca de 30 segundos para chegar à partida, fazendo o primeiro km em 4'30'' ziguezagueando por entre a multidão que, teimosamente, apesar do ritmo lento de corrida faz questão de partir na frente, indo para a zona de partida quase no dia anterior...] mas, nesta altura do ano em que a forma e as provas principais ainda estão longe, gosto de me "motivar" com estas provas de corrida.

A malta de Ovar foi, animada, de comboio até S. Bento. O facto dos atletas terem a viagem de regresso gratuita (bastando apresentar o dorsal da prova) - boa iniciativa da organização! - e a dificuldade que é arranjar estacionamento, para além do convívio durante as viagens, justifica bem esta opção.
Aí chegados e, depois dos procedimentos logísticos habituais, lá nos equipámos (obrigado Orlando!) e fomos para a partida. Tínhamos duas opções: ou aquecíamos e ficávamos para trás na partida ou, para ficar mais à frente, não dava para aquecer. Ficámos pelo meio termo mas, ainda assim, tivemos que saltar as grades para conseguir um lugar um pouco mais à frente (mesmo assim demorámos quase 30'' a chegar à partida, com a agravante de ter um primeiro km horrível que compromete qualquer esperança de conseguir um tempo razoável).
A organização ainda se deu ao trabalho de, aquando das inscrições, dividir os atletas em 4 grupos: Elite (ou "VIP"), Grupo A, B e C, conforme o prognóstico de tempo final. A ideia, penso eu pelo que me apercebi, era agrupar os atletas na partida de acordo com estes grupos. Esta ideia, interessante e que já realiza noutras provas, cai no entanto por terra quando não se coloca ninguém a controlar isso e se deixa que sejam os atletas a fazê-lo (infelizmente ainda não chegámos a um estado social de tal forma elevado que permita que as coisas funcionem assim...).

O percurso (novo, para mim que não fiz a edição passada) é interessante. Exigente, como já era o anterior, mas com a passagem do Túnel de Ceuta que nos impulsiona quando as forças já começam a faltar. Depois, correr à noite na cidade é sempre fantástico. Sejam as luzes, as pessoas, ou simplesmente porque não é habitual a mim sabe-me sempre bem. Ainda para mais quando tinha chovido bastante anteriormente e, pouco antes da prova, a chuva parou para que nós pudéssemos passar...


A prova, propriamente dita, foi a possível. Os 35'49'' de tempo oficial (35'30'' de tempo líquido) colocam-me em 85.º da Geral (32.º Sénior Masculino). Podem ver a classificação completa aqui.
Agora seguem-se uns treinos ligeiros (que a época festiva assim o pede) e, em Janeiro, regresso em força à rotina.
Boas Festas!

domingo, 9 de dezembro de 2012

55.ª Volta a Paranhos

A "silly season" já acabou à algum tempo. Depois do Triatlo de Sevilha fiz uma bela e recuperadora pausa (activa) e estou de volta aos treinos (ainda que não a 100% mas já com regularidade) acerca de 1 mês.
Na água as coisas vão correndo bem (estou a nadar melhor, pelo menos mais rápido - obrigado André!) e nos outros 2 segmentos vou fazendo pela vida, de forma a preparar os próximos desafios.
Ainda sem os objectivos bem traçados para a próxima época (vamos ver o que o calendário nacional de Triatlo nos reserva, embora haja já algumas provas que eu gostaria de fazer em terras de nuestros hermanos, assim me deixe o governo) aproveito esta fase para dar uma perninha nas provas de corrida e engrossar as fileiras do Clube de Atletismo de Ovar.
Depois de ter feito o Trail da Lousã, este fim de semana foi a vez da mítica Volta a Paranhos.


Esta prova vai já na sua 55.ª edição e contou com um recorde de participantes (1700 atletas).
O dia, apesar de frio, estava solarengo e convidava à corrida. Mais uma vez os 10 kms da prova "circulavam" Paranhos e levaram-me a recordar os locais por onde andei enquanto estudava.


Longe da forma em que me encontrava o ano passado iniciei a prova controlado e, apesar de conseguir cumprir com os andamentos pré-estabelecidos, tive que sofrer bastante.
Cumpri os 10 kms em 35' 05'', alcançando o 55.º lugar da Geral (36.º Sénior Masculino).
Os resultados completos podem ser consultados aqui.
A Lili, apesar da imensa vontade em participar, ainda não foi desta que se estreou nos 10 kms. Mas está para breve!
No final ainda houve tempo para conviver um pouco com os amigos que, tal como eu, participaram nesta festa. É mais uma das belezas deste (do) desporto!
Para a semana regresso ao Porto para a S. Silvestre da cidade.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Trail da Lousã

Sábado, na Lousã, decorreu mais uma jornada de trail - a 3.ª (e última) etapa do circuito AX Trail séries. Esta etapa era especial pois além da distância "comum" das outras etapas (30 kms) tinha também o Ultra Trail das Aldeias do Xisto, com 82 kms e 5.000 D+.
Eu, que nem sou muito dado a estas aventuras, nesta fase da época - para "desenjoar" da estrada - acabo por fazer uma ou outra prova de trail. Os 80 kms seriam certamente um desafio fabuloso mas não agora, pelo que optei (e bem) por me inscrever no Trail (30 kms).
Às 6 horas da manhã, quando acordei, a chuva caía impiedosa e estavam os corajosos atletas a partir para o UTAX (82 kms/5.000 D+). Entre eles estavam os meus colegas Telmo Veloso e Susana Simões.


A minha prova começou mais tarde (às 10 horas) mas ainda (e sempre) com muita chuva e frio. O percurso era muito interessante e variado (single tracks, escadarias, levadas, corta fogos, bosques, etc.) mas com muito sobe e desce (1.856 D+). Estes declives conjugados com a chuva tornaram alguns locais extremamente escorregadios (em 2 descidas aquilo tinha tanta lama que mais parecia esqui ou snowboard).


Se nas subidas eu lá ia andando (em algumas literalmente, pois a inclinação e a gestão do esforço assim o ditavam) e passava algum pessoal, sempre que era a descer eu perdia algumas posições (sou mesmo cagarolas...). Ainda assim, com toda esta prudência não escapei a algumas quedas, numa das quais - aos 10 kms, ao passar um obstáculo - bati com o joelho esquerdo num ramo, ficando o joelho dorido até ao final da prova.
A minha gestão do esforço - para mim uma das grandes mais valias destas provas - foi relativamente eficaz, tendo conseguido terminar relativamente bem a prova. Contudo, já no final quando faltavam cerca de 2 kms para a meta, na saída de um estradão para um single track, deu-me uma cãibra generalizada nas 2 coxas como eu nunca tinha sentido, de tal maneira que quase nem me consegui aguentar em pé. Depois de recuperar um pouco, lá fiz o single track com algum sacrifício e, quando entrei no alcatrão – a 1 km da meta – tudo passou. Fui controlando para não me dar outra cãibra mas ainda fiz 4’10’’ e passei 2 tipos (que tinham passado por mim na entrada do single track e que iam agora a passo). O pior foi depois, já no banho. Aí começaram a aparecer todas as dores - no joelho e musculares - e  até para me despir e vestir tive que inventar pois as cãibras eram constantes. Que valente empeno!...
Cumpri os 30,5 kms em 4h01’04’’ tendo ficado em 30.º lugar na classificação geral.


Uma palavra de apreço à organização da prova pois pareceu-me bastante bem. Tudo decorreu com normalidade, haviam voluntários espalhados pelos locais mais críticos do percurso, abastecimentos em quantidade e qualidade e boa marcação do percurso.

Nota final: As fotos são (mais uma vez) da autoria da minha namorada - Liliana - que me acompanhou e fez os Caminhos do Xisto, mesmo debaixo de chuva (vejam como ela está cada vez mais embrenhada neste mundo "tenebroso" maravilhoso do desporto...).

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Trisur Triattlón Sevilla

No mesmo dia em que se disputou no Hawai o Campeonato Mundial de Ironman (talvez um dia eu lá consiga estar...), onde estavam presentes 5 portugueses (um dos quais, o Márcio Neves, sagrou-se Campeão do Mundo no Age Group 20-25M), eu encerrava em Sevilha a minha época triatlética.
Queria terminar a época com (mais) um Triatlo Longo e este, quer pela data, quer pelo local (e até mesmo pelos percursos), pareceu-me interessante. Ainda para mais sabendo que ia contar com a companhia da Liliana, do Telmo Veloso, da Susana Simões e do Paulo Adão Coelho, o fim de semana prometia ser compensador.
A prova realizou-se no sábado de manhã, pelo que a sexta foi quase exclusivamente destinada à viagem. Chegámos a Sevilha ao final da tarde, mesmo a tempo de levantar o kit de participante e fazer o check-in das bicicletas. O parque de transição estava bastante composto, quer em quantidade quer em qualidade - cerca de 300 triatletas, 15 dos quais da categoria Elite.
Sábado de manhã bem cedo, com o sol ainda escondido por trás dos montes, lá iniciámos a rotina típica destas provas (como eu gosto de chegar ao PT ainda escuro e, no meio de toda aquela azáfama, preparar todas as coisas).


Ás 9 horas, em pleno rio Guadalquivir, com uma água tranquila e amena (quase a roçar a permissão do uso de fato isotérmico), era dada a partida para a prova. Seguiam-se 1.900 metros de natação, 90 kms de ciclismo e 21,1 kms de corrida. Todos os segmentos eram compostos por apenas uma volta, o que me pareceu interessante (embora acredito que, quem esteja a assistir à prova e quem vem mais atrasado, não tenha a mesma opinião).
Fiz uma natação bastante "limpa", quer em termos de navegação, quer em termos de toques e 35 minutos depois da partida já (para mim será já, para outros não...) estava a entrar no PT.


O percurso do ciclismo prometia ser duro - a organização falava em 950 metros de desnível acumulado - pelo que comecei de uma forma cautelosa este segmento e tive alguma dificuldade em "encontrar" as pernas na bicicleta. O percurso (de ida e volta) ligou Sevilha a El Ronquillo (que bela subida) passando pela "cuesta de las baterias" e pela mítica "cuesta de la media fanega".



Foi, de facto, um trajecto exigente mas que me agradou bastante. Pena o facto do trânsito não se encontrar cortado (em alguns locais estava condicionado mas noutros estava completamente aberto o que nos obrigou, para além de redobrar a atenção, a circular pelas bermas) e da entrada em Sevilha, no final do percurso, ter sido também bastante atribulada (conduziram-nos por uns becos em muito mau piso e nem sempre bem sinalizados).



A corrida final foi feita, praticamente toda, ao longo das margens do rio Guadalquivir em terrenos variados (alcatrão, terra batida e até passadiços de madeira) o que a tornou menos desgastante. Praticamente todo o trajecto tinha pessoas a assistir à prova (nada que se compare com Vitória-Gasteiz), não porque se deslocassem para ali propositadamente com esse fim mas sim porque o rio, num dia solarengo como foi sábado, é o ponto de convergência da cidade. Isto por um lado é bom para os atletas pois vão tendo pessoas ao longo do percurso mas por outro lado, dado que os voluntários não eram muitos (tal como já havia sucedido no ciclismo), implicava que aqui e ali nos tivéssemos de desviar de alguém.
Contudo, o pior da corrida (e provavelmente da prova) foi a falta de água nos abastecimentos. Apesar dos abastecimentos estarem bem colocados, muito cedo na prova deixou de existir àgua nos abastecimentos (eu fiquei bem classificado e, a partir dos 12 kms, não tive água apenas bebida isotónica e a Susana já não apanhou água em nenhum abastecimento).
Ainda assim fiz uma boa corrida, conseguindo subir mais umas posições na classificação (23.º lugar da classificação geral e 6.º lugar no Age Group 30/34 Masculino) e ajudando a equipa Porto Runners a alcançar um fantástico segundo lugar.


Sendo esta a primeira edição desta prova é natural que tenham sido cometidos alguns erros (uns mais pequenos mas outros bastante graves). Contudo, se juntarmos a isto o valor pago pela inscrição (caro para o que estamos habituados em Portugal) e os prémios/lembranças atribuídas (poucas, nem a fruta ou massagens tivemos direito no final) esta organização terá que trabalhar muito para fazer a segunda edição com as condições que os triatletas merecem. E não estou a dizer que a prova foi má, eu até gostei e Sevilha tem óptimas condições para uma prova como esta, mas a relação qualidade/preço deixou algo a desejar.
Aqui fica o resumo (em números).
Natação: 35'34''
T1: 2'59''
Ciclismo: 2h53'27''
T2: 1'45''
Corrida: 1h20'18''
Total: 4h54'03''
Classificação: 23.º Geral, 6.º AG 30/34M

Podem consultar os resultados completos aqui e ver mais fotos aqui.

Para finalizar o fim de semana (esta é a grande vantagem das provas ao sábado... saímos sábado à noite e, mesmo domingo de manhã, ainda deu para passear um pouco antes do regresso) nada como dar uma volta pela cidade (muito grande e com um trânsito horrível mas com um centro histórico que alberga um interessante conjunto de edifícios/monumentos declarados Património da Humanidade) e parar nas "bodegas" típicas para comer umas "tapas".

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

24.ª Meia Maratona "Cidade de Ovar"

Estamos a menos de uma semana do Trisur em Sevilha (o Half - Ironman que encerrará a minha época de triatlo). A preparação (ainda que de uma forma um pouco "desordenada") está feita e agora resta-me descansar o melhor possível para tirar o máximo partido da prova no próximo fim de semana.

Para "encerrar" a preparação aproveitei o feriado de sexta feira (que, tudo leva a crer, o tenha sido pela última vez. Lembram-se daquele filme "E tudo o vento levou"? Em Portugal está a ser feito um remake em que o vento é substituído pela dupla governo/troika...) e fiz um treino multidisciplinar com cerca de 85 kms de ciclismo seguidos de uma breve transição e de 15' de corrida. Foi um treino interessante, tendo o ciclismo apresentado um percurso exigente e desafiador (cerca de 1.500 D+).


No domingo foi dia da Meia Maratona Cidade de Ovar (que já vai na 24.ª edição). Com a Meia a passar "à porta de casa" não podia deixar de participar. Sempre com a ideia de não dar o máximo pois Sevilha está já aí, fiz uma prova controlada mas a bom ritmo. Acabei por fazer 1h 19' 26'' e conseguir a 101.ª posição da geral (66.º sénior masculino). Podem consultar os resultados completos aqui.



Como habitualmente a organização esteve bem (o início da prova foi pontual - vantagens e desvantagens de não haver transmissão televisiva -, os abastecimentos foram eficazes, o chip - introduzido na edição passada - é uma grande mais valia), o percurso é interessante e variado, os participantes eram muitos (e com um lote interessante de atletas a disputar os lugares cimeiros, quer no sector masculino quer no feminino) e o público a apoiar também não faltou.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

IV Triatlo Varzim Lazer

A Póvoa de Varzim recebeu este fim de semana o IV Triatlo Varzim Lazer.


Disputado na distância "Super Sprint" (300m natação + 10km ciclismo + 2,2km corrida) este triatlo tem a particularidade da natação ser realizada na piscina (de 50m) local. A associação da distância da prova a esta particularidade faz com que muitos atletas escolham este triatlo para se iniciarem/experimentarem a modalidade, quer cumprindo os 3 segmentos, quer participando em estafetas. Este ano não fugiu à regra e muitos foram os que se lançaram nesta aventura. Espero que tenham gostado e que venham a engrossar o lote de atletas que se dedicam a esta fabulosa modalidade.

A equipa do Porto Runners aproveitou esta jornada para juntar os seus atletas e fazer mais uns kms em conjunto. Assim, de manhã cedo saímos do Porto, de bicicleta, em direcção à Póvoa de Varzim, cumprindo os 35 kms em ritmo suave. No final da prova fizemos o percurso inverso, somando outros tantos kms mas "perdendo" alguns atletas que aproveitaram o sol para fazer uma bela tarde de praia.

Sobre a prova não há muito a dizer. A organização esteve bem, com muitos voluntários ao longo do percurso a evitarem que os transeuntes (sim, porque apesar da prova se realizar na marginal da Póvoa não havia muita gente a assistir, apenas alguns transeuntes. Falta-nos muita cultura desportiva...) se atravessassem no percurso (ainda assim apanhei um carro a circular no percurso). A temperatura estava óptima, apenas o vento, relativamente forte e vindo de norte, dificultou o andamento. De resto, a distância é tão curta e a intensidade tão alta (como o próprio nome indica - Super Sprint) que tudo se passa num abrir e fechar de olhos. Consegui realizar a prova em 30 minutos e 7 segundos, alcançando o 14.º lugar da classificação geral.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Sra. da Graça e a Transformação

Foi no fim de semana passado que tudo aconteceu (se bem que algumas transformações já se iniciaram há mais tempo) mas só hoje as vou relatar pois o tempo, essa entidade que vai comandando as nossas vidas, não tem sido muito. Mas, como diz o ditado, mais vale tarde do que nunca...

Sábado passado cumpri mais uma etapa do meu desafio "Pedalando pelas Serras de Portugal". Não é propriamente um desafio mas sim um gosto que eu tenho. Sempre que posso lá vou eu, com a minha bicicleta, desafiar mais uma serra. Depois de ter subido uma série de serras, entre as quais a Serra da Estrela, desta feita apontei para o Monte Farinha (Sra. da Graça) e lá consegui incluir mais uma serra no curriculum.


Nesta ascenção, para além do já habitual Diogo, tive como companheiro o Jacinto (com quem também já tínhamos pedalado no Gerês). Saímos de Braga e, antes de chegarmos a Mondim de Basto - onde nos debatemos com a subida mais dura do percurso - passámos por Guimarães, Fafe e Celorico de Basto.


Foram cerca de 100 kms com aproximadamente 1.500m D+ que percorremos em 4 horas.


Muito obrigado aos meus companheiros!

No domingo foi o grande dia da Transformação.
No Porto, ao longo do Rio Douro, entre a Ponte do Freixo e o Fluvial decorreu a Meia Maratona Sport Zone e, simultaneamente, a Mini Maratona Santander Totta.


No total foram mais de 10.000 os participantes que coloriram e animaram as marginais de Gaia e do Porto, mostrando que quando as actividades são bem divulgadas e bem organizadas conseguem atrair muita gente. Faço votos para todos quantos participaram nesta festa continuem a adoptar um estilo de vida activo.


Mas ainda não expliquei a parte da Transformação.
A história pode-se contar em poucas palavras. Era uma vez uma menina que, certo dia, decidiu que estava na altura de mudar o seu estilo de vida. Nesse mesmo dia essa menina deixou de fumar e começou a praticar actividade física (inicialmente começou por fazer umas caminhadas que, rapidamente, evoluíram para corridas). Menos de um ano depois, essa menina é muito mais saudável e concluiu a sua primeira "prova" - a Mini Maratona do Porto.

 
Foram 7 kms que a menina percorreu integralmente a correr em cerca de 40 minutos. Essa menina é a minha namorada e está, naturalmente, de parabéns! Que esta seja a primeira de muitas "provas" Lili. Parabéns!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Rota do Mel 2012


Decorreu este domingo mais uma edição (a segunda) da "Rota do Mel".
Este "convívio" - idealizado e levado a cabo pelo meu colega João Paulo Lourenço - consiste em ligar de bicicleta Santa Maria da Feira (cidade onde vive) à freguesia do Espinhal, concelho de Penela na Serra da Lousã (de onde era originário o seu pai).


A data não é aleatória e coincide com uma feira anual que por lá se faz e que pretende divulgar um dos muitos bons produtos da região - o mel (e seus derivados).

 
A este "convívio" comparecemos este ano 15 ciclistas, cumprindo os 150 kms do trajecto (com passagem, já na parte final, pelo percurso panorâmico - recomendo, mas levem um prato bem pequeno e/ou uma cassete bem grande) em 5 horas.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Campeonato do Mundo de Triatlo de Longa Distância - Vitoria-Gasteiz 2012

Praticamente desde o início da época que a minha prova principal estava estabelecida: o Campeonato do Mundo de Triatlo de Longa Distância em Vitoria-Gasteiz, Espanha. Foi no fim de semana passado que todo o trabalho desenvolvido foi posto em prática ao longo dos 4 kms de natação, dos 120 kms de ciclismo e dos 30 kms de corrida.

Antes de falar da prova em si gostaria de falar um pouco da cidade que nos acolheu - Vitoria-Gasteiz. Esta cidade basca - capital verde europeia de 2012 - é extremamente agradável, quer pelos seus espaços quer pelas suas pessoas. A cidade tem uma arquitectura interessante, toda ela com edifícios nivelados (com 4 ou 5 andares e sem arranha-céus), muitos monumentos, avenidas largas, espaços verdes e com o centro da cidade livre de carros e onde a bicicleta é um meio de transporte bastante utilizado. Juntando a isto uma população simpática temos tudo o que é necessário para ficar com uma óptima opinião da cidade.


(Este parqueamento no centro da cidade quase parece um parque de transição de uma prova...)

Relativamente à prova em si, apesar dos meus receios iniciais pela distância a cumprir, correu bastante bem e foi uma experiência marcante a todos os níveis.
No dia da prova chegamos (estou sempre para aqui a falar no plural e ainda não disse a quem me refiro, por isso aqui fica desde já o meu agradecimento pelos momentos de partilha ao longo destes dias aos amigos Telmo Veloso, Susana Simões, Paulo Adão Coelho, Paulo Neves, Anette, Filipe Varandas e também à minha namorada Lili que me acompanhou e gostou tanto ou mais do que eu da prova) bastante cedo ao parque de transição. O ambiente era absolutamente fantástico, algo que eu apenas tinha visto em vídeos dos Ironmans e agora eu estava ali, fazendo parte dele. Mais de 1200 atletas representando 33 países (diversos países da Europa, Japão, Nova Zelândia, Austrália, Brasil, USA, Canada, etc.) preparando-se para enfrentar o desafio.



Nadei com algum receio da distância (4 kms são sempre 4 kms e, para um nadador como eu, já é uma distância respeitável). Fui sempre num ritmo controlado e fiz uma natação limpa (sem confusão, apenas com um ou outro problema de navegação). 1h25' depois da partida estava finalmente a caminho do parque de transição. Saí bem da água (sem cansaço) mas com um tempo vergonhoso...


O ciclismo foi, provavelmente, o meu melhor segmento. Fui sempre num ritmo bom, sem exagerar, a comer e a beber nos momentos certos. Fiz a distância dentro do tempo pensado e sentia-me bem para corrida.
A corrida, apesar do tempo ser o que eu tinha pensado, a "táctica" é que não foi a que tinha idealizado. Mal saí do parque de transição entrei na praça principal onde tínhamos milhares de pessoas a aplaudir e a chamar por nós (aliás, apenas numa pequena parte da volta é que havia menos gente, de resto ao longo de todo o percurso havia muita gente a aplaudir e a puxar por nós criando um ambiente fantástico). Claro que o entusiasmo e o facto de estar bem pois tinha feito a bicicleta controlada fez com que iniciasse a um ritmo demasiado elevado. Controlei-me, contive o andamento e estabilizei nos 3'55''/4'00''/km onde ia bem... até aos 13/14 kms. Aí, apesar de ter seguido o meu plano de hidratação e nutrição fui apanhado pelo "sr. da marreta". Andei uma volta (eram 4 voltas de 7,5 kms) a penar, com dores e em sofrimento, a rolar muito perto dos 5'00''/km e só na última volta é que consegui melhorar e voltar a ritmos mais interessantes.
O tempo final foi bom (nos meus melhores sonhos imaginava 7h mas com 7h15' ficava contente, pelo que as 7h08' foram boas) mas acima de tudo esta prova valeu pela experiência na distância e pelos bons momentos de partilha.


Para terminar, e ainda antes dos números, quero deixar um agradecimento a todos os que, ao longo destes meses de preparação, contribuíram para que eu conseguisse superar este desafio, especialmente aos meus "mentores" André e Branco, aos meus companheiros de treino e à Lili que vai aturando estas minhas maluqueiras.

Agora sim, aqui ficam os números.
Natação (4 kms): 1h25'48''
T1: 3'00''
Ciclismo (120 kms): 3h24'40''
T2: 1'43''
Corrida (30 kms): 2h13'50''
Total: 7h08'59''
Classificação: 53.º no AG 30-34

Podem ver mais fotos aqui e aqui e ver a classificação completa aqui.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Triatlo de Esposende - O Último Teste...

A cidade de Esposende recebeu este domingo, mais uma etapa do Campeonato Nacional de Clubes de Triatlo, organizada pela Câmara Municipal de Esposende e pela Federação de Triatlo de Portugal.


Esta foi a primeira edição desta prova e, a julgar pelo que vi, o local tem muito boas condições para manter esta prova nos anos vindouros. Toda a prova decorreu ao longo da foz do rio Cávado, com óptimas condições climáticas, muitos participantes (160 triatletas) e muito público a assistir.
O percurso de natação, 800 metros em linha em direcção à foz, foi facilitado pela corrente que nos empurrou para o parque de transição e permitiu bons tempos no segmento (eu até bati o meu recorde pessoal...).


Feita a primeira transição seguiram-se três voltas de bicicleta (19,3 km) a um percurso que serpenteava a marginal. Sem subidas para dificultarem o segmento, o vento foi praticamente o único obstáculo a ultrapassar. Logo no início do segmento apanhei a roda de um atleta do Fundão que acompanhei ao longo de todo o percurso e fomos conquistando várias posições (obrigado companheiro!).


Para finalizar tínhamos duas voltas de corrida (5 km) que eu cumpri a bom ritmo e sempre com boas sensações.

Os "habituais" números:
Natação (800m): 00:11:43
Ciclismo (19,3km): 00:32:59
Corrida (5km): 00:17:31
Total: 01:02:14
Classificação: 46.º da Geral, 12.º Sénior Masculino

Para além da prova em si e do local onde a mesma decorreu foi também com muito prazer que vi uma grande quantidade de "toucas amarelas" em prova, o que indicia que o futuro da modalidade está garantido (aliás, o primeiro sénior da prova foi 19.º classificado na geral).
Quero aproveitar também para agradecer o apoio da "claque" do Porto Runners [especialmente o da Lili ;)] e parabenizar mais um boa participação da equipa neste Triatlo. Força Runners!...

No próximo fim de semana tenho o grande desafio da época - o Campeonato do Mundo de Triatlo de Longa Distância em Vitória-Gasteiz, Espanha - onde espero aproveitar ao máximo os 4 kms de natação, os 120 kms de ciclismo e os 30 kms de corrida.

terça-feira, 10 de julho de 2012

VII Duatlo da Ribeira de Ovar - 2012

A Ribeira de Ovar voltou a receber (pelo 7.º ano consecutivo) o Duatlo, organizado pela associação local em colaboração com a Federação de Triatlo.
Esta prova, de promoção (e, como tal, diferente do que é habitual, quer em relação à organização quer em relação aos participantes), contou com a participação de cerca de 50 atletas que proporcionaram bons e genuínos momentos desportivos.
Depois de no ano passado ter conseguido alcançar o 2.º lugar as minhas expectativas para este ano eram altas. Contudo a prova foi como que um "dejá vu" da do ano anterior. Mudaram algumas personagens mas o enredo é bastante semelhante.



Na corrida inicial (5 kms) desde muito cedo que ficámos 3 atletas na frente (o Tiago do CFV, eu e o Telmo Veloso do Porto Runners). No ciclismo (16 kms) não houve alterações e, na corrida final (2,5 kms), o Tiago cedo impôs um ritmo que fui incapaz de acompanhar. Com o Telmo um pouco mais para trás restou-me contentar-me com o 2.º lugar e rolar até à meta.
Em termos colectivos o Porto Runners foi soberbo conseguindo, quer quantitativamente quer qualitativamente, uma participação maciça. Muito boas classificações individuais nos vários escalões e, a cereja no topo do bolo, a vitória da classificação colectiva.



Podem encontrar mais fotos aqui.

domingo, 17 de junho de 2012

Triatlo (Sprint) de Espinho 2012

Decorreu ontem em Espinho o segundo Triatlo da cidade. A prova, disputada na distância Sprint, contou para o Campeonato Nacional de Clubes o que trouxe à cidade cerca de 160 triatletas.


Embora este ano eu tenha apontado os meus objectivos para as provas mais longas (Vitoria-Gasteiz está já aí), com um Triatlo aqui ao lado de casa não pude deixar de participar nesta festa e conviver mais um pouco com a tribo.
O dia ainda amanheceu chuvoso mas foi melhorando e, há hora das provas (primeiro decorreu a prova aberta e só depois o Sprint) estava um sol bonito. Aliando o bom tempo à localização da prova, com a maior parte da acção a decorrer na marginal junto à praia e com o percurso de ciclismo a passar nas principais avenidas, muita gente se deslocou para ver este espectáculo o que é muito bom para nós atletas mas também para a modalidade. Foi, nesse aspecto, uma prova muito interessante.
No que ao meu desempenho diz respeito foi, igualmente, uma prova interessante. Na água as ondas faziam-se sentir mas, tirando a saída em que a ondulação complicou um bocado, consegui fazer bem todo o segmento. Isto até parece caricato, eu dizer que fiz bem o segmento de natação quando demorei mais de 15 minutos a cumprir os 750 metros mas tendo em conta os meus desempenhos aquáticos não foi mau. Consegui navegar muito bem e não tive problemas com a confusão da partida nem ao contornar as bóias.
Feita a transição saí para o ciclismo, sozinho. E assim continuei durante todo o segmento. Esta é a minha sina. Enquanto não melhorar a natação, nestas provas mais curtas, terei que penar sozinho (ou muito pouco acompanhado) no ciclismo. Fui passando alguns atletas, cheguei mesmo a passar um ou outro pequeno grupo, mas nunca encontrei ninguém que quisesse "pôr a cabeça ao vento". Paciência! Aprende a nadar que isso passa... Este segmento apesar de percorrer, como disse, as principais avenidas e ter um ou outro local mais selectivo peca pela presença de dois troços em paralelo que o penalizam. Uma questão que a organização deve ponderar e, se possível encontrar alternativas.
Na corrida final consegui andar bem e fazer um bom segmento (15.º parcial) o que me permitiu recuperar mais algumas posições e entrar na primeira página da classificação individual. :)
Aqui ficam os números:
Natação: 15:37
Ciclismo (+ Transições): 36:11
Corrida: 17:05
Total: 1:08:55
Classificação: 48.º Geral, 17.º Sénior
A equipa do Porto Runners, que se fez representar bem (quer em quantidade quer em qualidade), alcançou o 11.º lugar. Muitos parabéns companheiros!
Resta-me agradecer o apoio que alguns amigos me deram ao longo da prova (que bem que sabe ouvir alguém puxar por nós quando estamos a sofrer. Obrigado!) e parabenizar um novo membro da tribo (e do Porto Runners) que fez a sua estreia nesta prova (Parabéns Rui! Bem vindo!).

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Estou Indignado (e preocupado e outras coisas terminadas em ado)...

Foi com profunda indignação e total discordância que me confrontei com o teor da matriz curricular para implementar no ano lectivo 2012/13, disponibilizada no sítio da Direcção Geral de Educação.
Esta proposta de matriz promove de forma totalmente injustificada e sem qualquer base científica
uma redução horária da única área do currículo que contribui directa e decisivamente para a saúde da população infanto-juvenil portuguesa, num contexto em que o país revela a segunda maior taxa de prevalência de obesidade e sobrepeso da Europa e uma das mais baixas taxas de prevalência de actividade física.

 
Ainda recentemente o presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, afirmava que Portugal tem o mais baixo índice de actividade física na Europa, o mais baixo índice de atletas federados da Europa, que não há um plano de detecção de talentos, que não há um plano integrado de desenvolvimento desportivo e concluiu dizendo que é preciso "mobilizar a juventude" e que a prática de desporto devia ser obrigatória nas escolas e agora vem esta machadada na Educação Física.
Com esta matriz curricular a DGE promove o desenvolvimento de um dos maiores flagelos do século XXI, o sedentarismo, e compromete o imprescindível desenvolvimento de hábitos de vida saudável na população portuguesa. Esta matriz, para além de contrariar todas as orientações curriculares europeias, no que à Educação Física diz respeito, surge em contraponto a uma recente resolução da Assembleia da República Portuguesa, onde se reconhece a necessidade de se reforçar a actividade física da população em idade escolar. É a própria DGE que diz ser necessário "promover a saúde dos jovens, especificamente em matéria de alimentação saudável e actividade física" (aqui e aqui). 


Esta proposta considera a agregação da Educação Física, Educação Visual, TIC e Oferta de Escola numa área intitulada de Expressões e Tecnologias no 3º ciclo, à qual é atribuído um crédito total de minutos para ser gerido no seio de cada escola, de acordo com o critério dos seus gestores, permitindo que possa vir a desprezar-se totalmente a carga horária que estava definida para a área disciplinar da Educação Física, por ano/ciclo de escolaridade, que já de si era claramente insuficiente face a todas as orientações internacionais, nomeadamente europeias. No caso particular do Ensino Secundário, é proposta uma redução de trinta minutos na carga horária semanal da disciplina de Educação Física, o que perfaz cerca de menos 16 horas de aulas anuais, ou seja, menos cinco semanas de aulas por ano.


Será que os nossos (des)governantes estão conscientes das consequências nefastas para a saúde da população portuguesa desta decisão? Será que os nossos (des)governantes estão convenientemente informados sobre o impacto económico da prevenção da doença através da actividade física previsto pela Organização Mundial da Saúde?

terça-feira, 29 de maio de 2012

Triatlo Longo de S. Jacinto 2012


S. Jacinto (Aveiro) recebeu este fim de semana um pelotão numeroso e de grande qualidade para ali disputar o Campeonato Nacional de Triatlo Longo. O desafio a cumprir pelos cerca de 250 participantes (não só atletas nacionais mas também uma boa participação de atletas do país vizinho) consistia de 1900 metros de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida.


Depois de, no ano passado, ter feito ali a minha melhor marca pessoal (4h48’26'') este ano, com mais e melhor treino, pretendia melhora-la. Consegui, mas foi uma prova atribulada.
Logo no início, estava a entrar para o parque de transição para colocar o material e os juízes a informar-me que o parque estava mesmo a encerrar. Tinha 15 minutos para preparar todo o material, vestir o fato isotérmico e nadar até à partida. Foi um verdadeiro contra-relógio! Não tive tempo de aquecer mas aqueles poucos metros de água até à partida sempre deram para me ambientar à temperatura.
A natação não correu tão bem como eu esperava. É a velha história dos triatletas... Tenho evoluído na piscina, estou a nadar com muito mais consistência mas, em águas abertas, os tempos teimam em não aparecer. Depois de, em Monte Gordo, as condições da água não terem sido as ideais agora não tenho desculpas. É verdade que a partida foi algo confusa (há muito tempo que não levava tanto "pontapé" nem tanta "bofetada" numa partida de Triatlo) e que, por isso mesmo, demorei algum tempo a encontrar o meu espaço e o meu ritmo de nado mas...


O ciclismo (90 km divididos em 4 voltas entre S. Jacinto e Torreira) foi dos 3 segmentos aquele em que mais evolui, relativamente ao ano passado. Naturalmente a bicicleta de contra-relógio tem aqui a sua participação mas o treino fez seguramente a diferença. Este ano estou a treinar mais e melhor este segmento. Consegui cumprir o percurso de forma confortável e andei a esmagadora maioria do tempo nos aerobars. A única coisa que correu menos bem no ciclismo foi a nutrição. Não que eu não a tivesse treinado ou me tivesse esquecido dela durante a prova mas o meu estômago não quis colaborar. Senti que não estava a absorver a alimentação e comi/bebi menos do que tinha planeado.


Da corrida esperava melhor. Depois do bom resultado na Meia Maratona de Cortegaça pensei que conseguisse correr mais rápido do que fiz em S. Jacinto. Como me senti bem no final do segmento de ciclismo arranquei para a corrida impondo o ritmo para o qual eu queria correr (3'50'' a 3'55''/km). Aguentei assim 3 das 5 voltas que compunham o segmento mas nas 2 últimas não consegui e tive que baixar o ritmo.


Globalmente fiquei satisfeito com o resultado obtido mas penso que, quer no segmento de corrida quer principalmente no segmento de natação, tenho que fazer melhor.

Natação: 37'34''
T1: 2'34''
Ciclismo: 2h33'47''
T2: 47''
Corrida: 1h24'12''
Total: 4h38'55''
Classificação: 50.º Lugar Geral, 38.º Sénior

Finalmente (que isto já vai longo) gostaria de felicitar a equipa do Porto Runners Triatlo que, com uma numerosa comitiva, participou de uma forma brilhante nesta prova (incluindo uma estreia).
Uma palavra de agradecimento também para a organização desta prova que esteve bastante bem, mostrando que também é possível organizar eventos com qualidade cobrando custos reduzidos aos participantes.

Podem encontrar algumas fotos aqui (da autoria do meu irmão que, gentilmente, me acompanhou à prova).

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Há Dias Assim...

Ontem devia ter feito um treino longo de ciclismo com corrida no final, tendo em vista (principalmente mas não só) o Campeonato Nacional de Triatlo Longo que irá decorrer em S. Jacinto no próximo fim de semana. Contudo, as minhas pernas acusaram algum cansaço e recusaram-se a trabalhar. Eu ainda tentei não lhes dar ouvidos mas não foi possível. Tive que alterar o treino, acabando por rolar um pouco e adiando para hoje o treino longo planeado para ontem.


Assim, hoje foi um dia em cheio. De manhã comecei com  3 kms de natação (1h15'), divididos em repetições de 350, 300 e 250 metros. De tarde foi a vez de pegar na bicicleta de contra relógio  e fazer 93 kms (2h50'), muitos deles em ritmo de prova, seguidos de 10 kms (42') de corrida. Terminei cansado, naturalmente, mas satisfeito e com a sensação de dever cumprido. No total foram cerca de 4h45' de treino, percorrendo 106 kms.

domingo, 20 de maio de 2012

Mini Olimpíadas Concelhias de Santa Maria da Feira

As Mini Olimpíadas Concelhias de Santa Maria da Feira são jogos desportivos juvenis, inspirados nos Jogos Olímpicos e que procuram mobilizar para o desporto, todos os jovens do concelho. Este evento, que se realiza ininterruptamente desde 1976, é possivelmente o mais antigo e importante encontro desportivo do nosso país, na faixa etária dos 5 aos 14 anos.
Ao longo dos anos, as Mini Olimpíadas evoluíram de forma gradual, com a introdução de mais modalidades, que permitiram um número cada vez mais crescente de atletas e consequentemente uma organização cada vez mais exigente. Neste sentido, o Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira, através da sua Comissão Olímpica, tem realizado todos os esforços, de modo a oferecer a todos os atletas e demais participantes, as condições necessárias para que possam evoluir de forma saudável.
A edição deste ano, que será a 37.ª, contará com 15 modalidades que se desenrolarão em vários palcos desportivos do concelho entre os dias 26 de Maio e 22 de Julho e onde se esperam que cerca de 1200 crianças participem.


Depois de nos anos anteriores terem surgido as modalidades de Ciclismo BTT, Xadrez e Boccia, este ano, para além da consolidação e alargamento das modalidades já existentes, as Mini Olimpíadas contarão com mais uma modalidade – o Triatlo.