segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Meia Maratona "Cidade de Ovar"

Decorreu ontem, na cidade de Ovar, mais uma edição (a 27.ª) da Meia Maratona "Cidade de Ovar".


Apesar da meteorologia ser tudo menos convidativa para a prática do desporto ao ar livre, 4300 participantes (1950 atletas na Meia Maratona, 350 jovens na Mini Maratona e 2000 participantes na Caminhada) desafiaram a chuva e encheram as ruas da cidade para mais uma edição desta prova que, como já vem sendo hábito, esteve bem organizada.


Num percurso que, não me canso de dizer, é dos mais bonitos/agradáveis nestas provas foi um prazer percorrer os 21 kms e reencontrar tantos colegas destas lides.

Melhor preparado do que na Meia Maratona do Dão (embora longe da "forma" de outrora) parti com um número em mente: 1h 24'. No entanto, à medida que os quilómetros iam passando as sensações iam sendo interessantes e foi possível baixar desse objectivo.


1h 20' 46'' foi quanto marcou o cronómetro ao cruzar a meta, correspondendo ao 134.º classificado da Geral (67.º Sen. Masc.). O Garmin indicou-me um ritmo médio de 3' 47''/km e uma FC média de 169 bpm. Os resultados completos podem ser consultados aqui.

Duas linhas finais. A primeira para o nosso colega Bruno Costa, do CAO, que fez um trabalho fotográfico fantástico. Podem ver todas as fotos aqui. Obrigado Bruno! A segunda para a vencedora feminina da prova - Vanessa Fernandes. É bom ver que, depois de ter ganho quase tudo o que havia para ganhar no Triatlo e de ter passado uma fase menos boa na sua carreira/vida, regressou às competições e revela uma forma interessante. Força Vanessa!

domingo, 20 de setembro de 2015

II Meia Maratona do Dão - Viseu

Viseu recebeu hoje a "Corrida da Emoção", organizada pelo segundo ano consecutivo pela GlobalSport.
Este evento (que conta com uma caminhada de 5 kms, uma mini maratona de 10 kms e uma meia maratona) onde participaram cerca de 6 mil pessoas, consegue dinamizar a cidade em torno do desporto e da actividade física e, nem que fosse só por isso, é de louvar.


Nós cá de casa, como não podia deixar de ser, participámos nesta festa. A Lili fez, com uma prima que se estreou nestas andanças, a mini maratona (10 kms) e eu, ainda que pouco preparado, fui fazer os 21,097 kms da meia maratona.
Se a Lili e a prima cumpriram os 10 kms dentro do esperado e sem percalços, o mesmo já não posso eu dizer dos meus 21 kms.
"Olha para o que eu digo e não para o que eu faço", é talvez o ditado que melhor reflecte a minha participação nesta prova.



Já sabia que o percurso era exigente (embora tenha sido ligeiramente diferente do ano anterior, o querer levar a corrida para a zona histórica/centro da cidade, faz com que o percurso tenha muitas subidas/descidas, muitas curvas apertadas e muito pavê para correr), que o calor se iria fazer sentir (a organização esteve bem, colocando muitos abastecimentos ao longo do percurso) e que a minha preparação era (apenas) qb. para cumprir a distância a um ritmo controlado. Daí que, como tantas vezes aconselho os menos experientes nas corridas, manda o bom senso que comece a um ritmo calmo e que, conforme as sensações, mantenha ou acelere um pouco ao longo da prova.
Acontece que, como disse o José Figueiredo quando foi entrevistado pela TVi24 no final da prova, "por vezes a vontade é superior à capacidade" e quando na subida para a Sé eu me vi no grupo onde seguiam as primeiras mulheres não havia Garmin nem cardiofrequencímetro que me parasse (a FC ia bem acima dos 170 bpm). A minha táctica estava traçada: seguiria com as primeiras mulheres enquanto pudesse e depois logo se veria o que faria (lá se foi o bom senso). E assim foi. Segui uns bons kms com a Dulce Felix, a Mónica Silva e Doroteia Peixoto até que aos 6 kms a Dulce decidiu acelerar um pouco e fiquei só com as que viriam a ser 2.ª e 3.ª classificadas. A FC continuava alta mas a minha táctica manteve-se (quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga). Aos 9 kms aconteceu o inevitável e tive que abrandar o ritmo, deixando a Mónica e a Doroteia continuarem a sua prova. Só tenho pena que a cobertura televisiva da TVi24 (que é de louvar) não tenha dado a atenção devida à corrida feminina fazendo com que este meu esforço não tenha sido reflectido nos ecrãs. :)
Daí até ao final não há história. Restou-me minimizar as perdas, controlar as (poucas) forças e levar o corpo até à meta. 1h29'14'' marcou o cronómetro quando cruzei o pórtico o que, tendo em conta as circunstâncias, até considero um resultado razoável.
Resta-me continuar a preparação e usar um pouco mais o bom senso no futuro para sofrer menos.

sábado, 22 de agosto de 2015

Desafiando os Pirinéus

Estas férias, a convite de um casal amigo que há vários anos passeia pelos Pirinéus (obrigado Nuno e Guida) fomos (eu e a Lili) conhecer este recanto encantado.

Iniciámos a nossa visita pela zona de Andorra, onde ficámos uns dias. O tempo não ajudou muito pois estava chuvoso e frio mas não nos impediu de ir aos topos, subindo pelas mesmas estradas ziguezagueantes que os ciclistas do world tour na Vuelta ou no Tour.




Fomos ao Port de Cábus (2.302m), Pal, Arinsal e Arcalis (2.229m).




Não deu para fazer o Ordino mas ainda passamos por lá de carro.



Curiosidade foi ter encontrado o Quintana da Movistar numa loja de bicicletas em Andorra a Velha. Estava a treinar para a Vuelta que se inicia hoje.

Depois seguimos para os Pirinéus Franceses, onde a natureza foi muito mais nossa amiga. Paisagens fabulosas com tempo agradável e as etapas míticas do Tour de France à nossa espera.


Subimos duas vezes ao Tourmalet, uma saíndo de St. Marie de Campagn e passando por La Mongie e outra saíndo de Luz-Saint-Sauveur e passando por Baréges.


O Tourmalet é mesmo um monumento. Há pessoas de todas as idades, nacionalidades e condição física a subi-lo. De bicicleta de estrada, de BTT ou a correr, chegar ao topo é um desafio para todos. A sensação de atingi-lo é, para quem gosta de ciclismo, única e marcante.







No dia antes do regresso ainda subimos a Luz-Ardiden.



Ficaram alguns topos por fazer (Hautacam, Soulor, Aubisque, etc.) mas ficarão para outra oportunidade.



domingo, 26 de abril de 2015

II Triatlo do Sabugal 2015

Sabugal recebeu este fim de semana uma jornada dupla de triatlo pontuável para o Campeonato Nacional de Clubes.
No sábado decorreu a prova na distância olímpica e no domingo, para além da prova aberta, decorreu a prova de estafetas.


É extremamente positivo um município como o de Sabugal, longe dos grandes centros urbanos, que investiu nesta modalidade enquanto outros municípios, provavelmente com mais meios, optaram por não dar continuidade a estes projectos. Parabéns pela iniciativa.
O Porto Runners apresentou-se apenas na prova de sábado, mas com uma "forte armada" de triatletas.


A quantidade e qualidade dos meus treinos tem sido pouca mas, para me motivar e para estar com os colegas que já não via há muito tempo, decidi participar. Os objectivos eram, naturalmente, pouco ambiciosos. Passavam por gerir todos os segmentos muito bem para acabar a prova, sem me magoar.
As condições climáticas eram péssimas para este tipo de prova - chuva, frio e vento - mas, ainda assim, cerca de 200 triatletas apresentaram-se na Barragem de Sabugal para a partida. Alguns, depois de experimentar a temperatura da água, deram meia volta e optaram por não fazer a prova.
A minha natação foi miserável. Nem senti muito frio, foi mesmo a ondulação provocada pelo vento, que me dificultou a progressão.
O percurso de ciclismo era exigente, com muito sobe e algum - pouco - desce, agravado pela chuva e o vento que teimavam em marcar presença. Fui controlando o esforço nas subidas e o equilíbrio nas descidas de forma a chegar à corrida o melhor possível. O facto de sair muito atrasado da água fez com que não conseguisse apanhar nenhum grupo no ciclismo e tivesse que fazer os 40 kms a solo.
A corrida, no centro de Sabugal e com passagem por um "trilho" junto ao rio Côa, foi engraçada. Para mim foram 10 kms a gerir o desgaste das pernas. Encontrei um ritmo onde a musculatura ia confortável e mantive-o até ao final.


Ao cruzar a meta, apesar de não ficar contente com os resultados, tinha alcançado os objectivos.
Resta-me esperar que o corpo deixe de se queixar tanto para tentar aumentar a quantidade e qualidade dos treinos.

Aqui ficam os meus números.
Natação: 00:36:31
T1: 00:04:18
Ciclismo: 01:27:19
T2: 00:01:07
Corrida: 00:45:12
Total: 02:54:28
Classificação: 136.º Geral, 57.º Sen. Masc.


Podem consultar todos os resultados aqui.

Gostava de reiterar que a organização de provas por municípios/associações longe dos grandes centros urbanos, nomeadamente mais a Norte onde as provas são mais escassas, é sempre de louvar e que, de uma forma geral, a organização desta prova pareceu-me bem. O percurso de ciclismo estava totalmente cortado ao trânsito (com muitos agentes das forças de segurança e voluntários nos cruzamentos) embora faltassem aqui e ali mais indicações dos cortes a fazer - principalmente para quem vinha em grupo e rápido (que não era o meu caso). No final, para mim a maior falha, foi pena não haver nada para se comer (nem fruta). Casos a rever em edições futuras (assim espero).

segunda-feira, 30 de março de 2015

Viriatos 2015

O Regimento de Infantaria n.º 14, de Viseu, comemorou mais um aniversário. E, como disse o seu comandante, as boas práticas são para manter, pelo que mais uma vez organizaram a sua "prova pedestre".


Com partida na cava de Viriato e chegada no RI n.º 14 a prova passava bem no coração da cidade.


Com o dia convidativo foram muitos (e muitas) os que aproveitaram e participaram na prova.
Com as estradas totalmente fechadas ao trânsito, um percurso sinuoso (e com sobe e desce constante) mas interessante a passar bem no centro da cidade, inscrições gratuitas e um belo repasto no final da prova (desta feita não foi o habitual rancho), esta prova tem tudo para continuar nas próximas edições.
Relativamente ao meu desempenho o balanço é positivo. Noto que me falta treino específico (intensidade) para andar a ritmos altos mas as dores (que ainda se fazem sentir) não me permitem treinar como devia/queria. Consegui seguir com um bom grupo até aos 8 kms mas aí, uma subida forte, fez-me descolar e não mais consegui apanhar os meus companheiros. No final o 13.º lugar da geral foi agradável mas o 2.º lugar dos veteranos I (e a subida ao pódio) foi a cereja no topo do bolo (um pouco amarga pois o 12.º classificado foi o 1.º veterano I).


Aqui ficam os (meus) números:
Distância: 12 km (na prova masculina e 8 kms na prova feminina)
Tempo: 45'54''
Médias: 3'48''/km e 177 bpm (o conta rotações foi sempre no red line)
Classificação: 13.º Geral Masc. / 2.º Vet. I
As classificações completas podem ser consultadas aqui.
 
Venha daí a próxima prova  (quem sabe se não será um triatlo?!...).

domingo, 8 de março de 2015

Nélson Évora

Há pessoas que nos inspiram pelos mais variados motivos e o Nelson fá-lo pela persistência e pela superação.


Após um longo e interminável calvário de lesões, operações e períodos de recuperação, o Nelson conseguiu voltar às lides da alta competição. Mas não voltou apenas para participar, para mostrar que era possível, voltou para se sagrar campeão europeu de pista coberta no triplo salto (em Praga, República Checa) com 17,19m (o melhor europeu do ano).
Parabéns Nelson!


Como diz o slogan daquela marca "Impossible is Nothing"...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Volta ao Algarve


Fui eu que andei distraído ou não passou nem um minuto nas nossas televisões sobre a Volta ao Algarve?!...

A única prova em território português onde estão alguns dos melhores ciclistas mundiais e as equipas do World Tour e não passou nada.

Assim vai a nossa actualidade desportiva...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Grande Prémio Atletismo "Os Ílhavos" / Campeonato Distrital de Estrada

Decorreu no fim de semana passado o 32.º Grande Prémio de Atletismo "Os Ílhavos". Este ano esta prova teve o "bónus" de ser também o Campeonato Distrital de Estrada da Associação de Atletismo de Aveiro.



Embora os treinos não sejam os adequados (quer em quantidade quer, principalmente, em qualidade) para a exigência destas provas, sendo um Campeonato Distrital, não podia deixar de dar o meu contributo ao CAO. E assim foi.
A prova masculina era composta por 3 voltas a um circuito que totalizavam uns metros a mais que os 10.000. O ritmo, como esperado, foi demolidor desde o início. Tentei controlar o melhor possível os kms iniciais de forma a não entrar num ritmo "suícida" mas, ao mesmo tempo, não perder o contacto com os atletas da "minha guerra". Fui gerindo o esforço e adiando a inevitável "marretada" (que acabaria por chegar perto dos 8 kms).
No final, apesar do cansaço, fiquei bastante contente com a minha prestação e com a da minha equipa. Agora há que treinar (o melhor possível) para encarar os próximos desafios.
Aqui ficam alguns números.
Tempo: 35' 24'' (média 3' 27''/km no GPS)
Classificação: 30.º Geral Masculina / 24.º Jun/Sen Masculino
Classifiação Colectiva: CAO 6.ª Equipa