segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Grande Prémio da A. R. C. D. Mendiga - 27.Nov.2011

Depois da Maratona do Porto o meu processo de treino tem visado, essencialmente, a recuperação da prova e a (re)introdução de rotinas de treino nas 3 modalidades, coisa que havia perdido com a preparação para a mítica distância.
Embora o corpo já vá dando sinais de recuperação, com 3 semanas apenas após a Maratona, naturalmente não está a 100%. Contudo, um colega de treino, havia dito há uns tempos que pretendia competir nesta prova, em Mendiga.

Dada a distância que havia para percorrer (de carro e não na prova propriamente dita, entenda-se) ele mostrou alguma relutância em ir sozinho, "se alguém fosse comigo..." dizia ele. Assim, de manhã bem cedo, seguimos em direcção a Mendiga (Porto de Mós), eu, o Leonel e o Branco. Os cerca de 200kms passaram bem e lá chegámos ao local da prova (quase ao mesmo tempo que a organização...).
Ainda antes da prova achei curioso uma prova assim, num local relativamente isolado, conseguir reunir uma quantidade tão boa de atletas (cruzaram a meta cerca de 450 atletas) e um lote interessante de atletas de bom nível (a que não seriam alheios os prémios monetários).
A prova consistia em 16,3 kms num percurso "plano" (o mais correcto seria chama-lo de "ondulante" dado o seu perfil, mas sem declives brutais) de, praticamente, ida e volta.
Dada a minha condição, como já referi anteriormente, tinha pensado seguir num ritmo comedido (aí a rondar os 4'/km), no entanto, logo após o início da prova, estava inserido no grupo onde seguiam as primeiras mulheres (3, para ser mais preciso) e pensei "já que cá estou...". E fui ficando, com os kms iniciais a passarem com tempos muito próximos dos 3'30''. Eu ia bem mas só pensava que iria pagar estes andamentos mais tarde.
Fomos passando alguns atletas que, invariavelmente, se excedem nos kms iniciais e por volta dos 5/6 kms a atleta do Quénia acelerou um pouco e ganhou uma pequena vantagem relativamente às outras 2 atletas. Eu decidi ficar com as 2 atletas nacionais . Um pouco mais à frente uma delas viria a ceder e ainda antes dos 8 kms apenas restava eu e a 2.ª atleta feminina (1.ª nacional). Daí até ao final fui sempre juntamente com esta atleta tentando ajudá-la o melhor possível mas sem nunca nos conseguirmos aproximar da atleta queniana.
Senti-me muito bem durante toda a prova e isso deixa-me extremamente satisfeito. O corpo está a reagir bem e é bom que o faça pois vêm aí tempos difíceis...
O meu tempo final foi de 59'12'' (média de 3'40''/km) e a classificação foi 29.º Geral/15.º Sénior Masculino.
O meu colega Leonel Fernandes conseguiu um honroso 5.º lugar, atrás de um atleta do Quénia, do Paulo Gomes (Ind.), do Sérgio Silva (MCP), de uma atleta moldavo e à frente do Carlos Silva (SCP), entre outros. O Branco lá vai recuperando a forma e conseguiu alcançar o 5.º lugar no escalão M55.
A organização da prova esteve bem até ao momento de cruzar a meta. Depois, numa atitude incompreensível (ou até não) informou que apenas procederia à entrega dos prémios pelas 14.30 horas (os últimos atletas terminaram a prova antes das 13.00 horas). A ideia seria "obrigar" os atletas e acompanhantes a permanecer no espaço da prova durante o período de almoço consumindo (a valores elevados) o que eles estrategicamente tinham para vender. Não me pareceu uma atitude bonita. Já eram cerca das 15.00 horas quando se iniciaram as entregas dos prémios e, quando saímos de Mendiga (sem que ainda tivessem sido entregues todos os prémios) já passavam das 16.00 horas. Como nós haviam muitas pessoas a mais de 200 kms de casa para quem esta atitude não foi nada benéfica...

Seminário Técnico de Triatlo 2011

No sábado, dia 26, a Federação de Triatlo de Portugal levou a cabo uma iniciativa a todos os níveis interessante - o Seminário Técnico de Triatlo.

 
Esta formação, onde participaram cerca de 35 pessoas num ambiente "intimista", teve lugar em Montemor-o-Velho, local do mais recente CAR do Triatlo (desde 2009).
Depois das diversas palestras onde foram abordados variados temas (ver programa) houve lugar a uma visita à Casa do Triatlo (um projecto interessantíssimo que inova o conceito de CAR fundamentalmente pelo cariz familiar em que os atletas vivem, convivem, estudam, treinam e recuperam). O cicerone foi (e bem, diga-se) o Lino Barruncho que tem ao seu encargo o acompanhamento destes atletas.
Parabéns à FTP pela iniciativa!

domingo, 6 de novembro de 2011

8.ª Maratona do Porto - 06.Nov.2011

No mesmo dia em que mais de 40.000 pessoas correram em Nova Iorque a Maratona local, aqui em Portugal decorria a 8.º edição da Maratona do Porto.
Eu, pelo segundo ano consecutivo, estava na partida. Desta feita com outra preparação (diferente pelo menos) e com mais experiência relativamente à distância, tinha naturalmente, outros objectivos (as 2h45m eram algo que eu podia alcançar).
O tempo estava agradável. O sol fazia-se sentir, sem ser contudo demasiado quente e, não fosse o vento de norte, estava perfeito.
Antes da partida (e durante a prova) ainda deu para estar pouco com alguns companheiros, quer do atletismo quer do triatlo. As provas valem também pelo convívio e esta não fugiu à regra.
À hora prevista foi dada a partida e, como seria de esperar, a primeira parte da prova foi fácil (desce ligeiramente e os kms ainda não pesam). Rapidamente chegámos (um grupo de meia dúzia de atletas onde se destacava a malta do N. A. Vila Real) aos 10 kms com 39 minutos.
A regra era "calma, calma e... mais calma" pois o entusiasmo e as "avarias" pagam-se caro nestas provas (e eu que o diga em relação ao ano passado).
Os kms foram passando, o ritmo foi-se mantendo e, na Afurada, atingimos a marca da Meia Maratona em 1h23m13s (um pouco mais lento que o pretendido mas ainda assim superável).
Com os kms a avançar o grupo foi-se desfazendo e à chegada ao Freixo (km 28) já éramos novamente 5 ou 6 atletas. O ano passado esta viragem do Freixo marcou a minha prova. Como me ia a sentir bem acelerei e acabaria por pagar a fatura aos 36/37 kms de prova, sofrendo para atingir a meta. Este ano, apesar de ir bem, contive-me e não aumentei o ritmo. O plano era para cumprir (o melhor possível).
À medida que nos aproximávamos da Foz o grupo ia ficando cada vez mais reduzido e, quando encontrei os meus "rebocadores" de serviço (obrigado Marco e Orlando!) por volta dos 34/35 kms já só íamos 3 atletas. A partir daí foi sofrer até ao final para não baixar o ritmo e dar tudo o que havia naquela subida final para a meta. Acabei bem (isto é, bem tendo em conta a extensão e a intensidade da prova) e, contrariamente à última edição, não encontrei o "homem da marreta" o que demonstra que a gestão do esforço foi bem conseguida.
Para os registos ficam os números:
Tempo Oficial: 2h45m51s
Tempo Líquido: 2h45m33s
Médias: 3'55''/km; 161bpm
Classificação: 53.º Geral; 22.º Sénior Masculino.


Para o final deixo uma breve reflexão sobre o meu processo de preparação para a Maratona. Foram cerca de 2 meses de trabalho diário para esta prova. O processo foi um pouco diferente do que realizámos o ano passado mas parece ter resultado. Os treinos intervalados foram bons, assim como os de ritmo. A única lacuna pareceram-me apenas os treinos longos que, por diversas razões, acabaram por ser muito poucos. Ficámos assim com uma boa base de trabalho para futuras edições.
Não podia terminar sem agradecer toda a colaboração do Mr. Branco e dos meus colegas de treino que, muitas vezes, alteraram os seus treinos para me ajudar. Muito obrigado a todos!