domingo, 29 de janeiro de 2012

Jornada dupla

Este fim de semana foi repleto de competições.
No sábado rumámos a Tomar para competir no 6.º Open de Inverno de Masters da FPN e domingo fiz a minha estreia nas lides competitivas do BTT, participando na 3.ª Maratona BTT B. V. Fajões.

6.º Open de Inverno de Masters

A equipa master do C. D. Feirense participou com 5 atletas nesta competição.
Todos estamos de parabéns pois fizemos boas provas e alcançamos resultados interessantes.
A mim couberem-me 4 provas: 400 Livres e 100 Bruços (na sessão da manhã) e 100 Livres e estafeta 4x50 Livres (na sessão da tarde).
Abri o Open com aquela que, para mim, foi a minha melhor prova das 4. Cumpri os 400 Livres em 7'14''66, deixando-me boas perspectivas em relação ao que posso vir a fazer esta época. Nos 100 Bruços, técnica na qual tenho investido pouco (e assim vai continuar), fiz 1'44''97.
Finalizada a sessão da manhã fomos em busca de um local para almoçar. Descoberto o restaurante recomendado e, dado que a sessão da tarde apenas iria começar para nós lá mais para o final, pudemos saciar a nossa fome (e a sede também).
Depois de um  passeio pelo centro da cidade templária (que ajudou à digestão) lá regressamos à piscina para mais umas braçadas.
Nos 100 Livres, apesar de ter melhorado ligeiramente o meu tempo, fiquei um pouco desiludido pois não consegui baixar dos 1'30'', ficando-me pelo 1'30''39. Para finalizar integrei a equipa do CDF na estafeta 4x50 Livres, cumprindo o terceiro percurso em 40''49.

Eu, J. Roberto, André, F. Diogo e Ivan

3.ª Maratona BTT B. V. Fajões

Hoje foi dia de Empenho (com E maiúsculo, mesmo)...
Já não andava com a minha BTT há muito tempo (mas muito tempo mesmo). O BTT, para mim, sempre foi algo mais recreativo, para fazer com uns amigos e não nesta vertente mais competitiva. Contudo, como tenho planeado uns treinos de trabalho de força neste período, achei que esta prova seria uma boa oportunidade (e diferente) para o fazer.
O dia estava bom para a prática da modalidade, não fossem os 0º que se faziam sentir na partida. Mesmo já durante o percurso muitos foram os sítios por onde passamos em que o gelo ainda não tinha desaparecido.
Foram 44 kms que eu percorri em 3h15' num percurso interessante (1239 D+) com opções para todos os gostos: descidas, subidas, single tracks, etc.


Durante todo o percurso fiz meia dúzia de subidas com a bicicleta pela mão (não fosse ela perder-se...). Umas logo no início pois, como o número de participantes era elevado, enquanto o pelotão não se alongou era impossível progredir nas subidas. Outras no final, quando as pernas já não queriam subir e, mesmo a caminhar, era difícil chegar ao topo.
A organização (a cargo dos B. V. Fajões) esteve bem. O percurso estava muito bem sinalizado e haviam elementos da organização espalhados por muitos sítios ao longo da prova. Os abastecimentos tinham bastante variedade, desde água a fruta, passando pelas barras energéticas e pelos iogurtes.
Só há dois aspectos que me merecem reparo. O primeiro é relativo à distância da prova. Quando indicamos que uma prova tem 40 kms ela deve ter mesmo 40 kms e não 44 kms (acreditem que, para quem vinha desde os 35 a sofrer, 4 kms fazem diferença). O segundo é em relação ao final da prova. Não sei se é do hábito do triatlo mas no final da prova não sei o que me pareceu cruzar a meta e não me darem nada para beber nem para comer. Nem que fosse uma garrafa de água mas podiam rever esta situação.
Foi uma experiência interessante e que, se surgir outra oportunidade, poderei repetir.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Qualidade de vida

"(...) «qualidade de vida» não é o todo-o-terreno para o engarrafamento matinal cinco dias por semana, nem poupar no preço daquilo que se come para se gastar naquilo que se mostra. «Qualidade de vida» não são os quatro apelidos e três nomes próprios do filho varão, nem a lista de espera de dois anos para a creche, nem o T1 de luxo entrincheirado no horror paisagístico que caracteriza a periferia portuguesa em geral, a Grande Lisboa em particular. «Qualidade de vida» não é a música que bate na cabeça no sábado à noite, a amena cavaqueira com o copinho de uísque na mão, o livro que não se lê, a decisão que não se toma.
Qualidade de vida é ter um sonho e viver por ele (...)"

É assim que, no livro onde relata a sua "emocionante volta ao mundo por terra e por mar" - Planisfério Pessoal -, Gonçalo Cadilhe define «qualidade de vida». Eu não podia estar mais de acordo...

domingo, 15 de janeiro de 2012

Nice Week

Depois de terminado este período de festas onde, invariavelmente, o treino diminui eis que estou de volta à rotina.
Esta foi uma semana bastante boa com um volume interessante e uma intensidade qb.




Vamos ver se consigo, ao longo da época, manter uma consistência de treinos que me permita alcançar os objectivos propostos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

516 Horas

O ano de 2011 terminou!
Depois de um ano de experiência na modalidade (2010) este ano que agora termina foi o primeiro em que levei o Triatlo mais a sério.
A tabela e os gráficos que se seguem expressam em números os meus treinos em 2011.








Foram 404 treinos que totalizam mais de 7.800 kms e 516 horas de trabalho.
Para 2012 espero aumentar estes kms e estas horas (desafios maiores, treinos mais longos...), diminuindo um pouco a percentagem de tempo dedicada à corrida para aumentar a do ciclismo. As férias (dos treinos entenda-se) também terão que ser reduzidas, porque aqueles meses de Julho e Agosto...

Cruzando as Serras

Um dos desafios que já tinha em mente à algum tempo era ligar a minha casa à da minha namorada de bicicleta. Neste fim de ano surgiu a oportunidade de o fazer e não a deixei escapar.
Assim, na sexta de manhã cedo, com a temperatura bastante baixa que a camada de geada fazia perceber, saí de S. João - Ovar com o objectivo de alcançar Viseu (via Vale de Cambra e S. Pedro do Sul).
O percurso (que eu não conhecia na totalidade) seria naturalmente exigente, não só pela distância (mais de 100 kms) mas acima de tudo pelas zonas serranas (com as suas subidas) que teria de atravessar.


E assim foi! Foi uma manhã em cima da bicicleta, grande parte do tempo pedalando em subidas - umas mais íngremes do que outras, outras mais longas do que umas - com algumas descidas para aliviar as pernas (e que bem que elas sabiam!). Se o esforço foi grande, a beleza da paisagem, para compensar, foi igualmente enorme. Uma viagem a repetir, noutras alturas, para ver tudo com outras cores.



Depois de muito pedalar, de algum praguejar e de algumas rezas, cheguei a Viseu, ainda a tempo do retemperador almoço...
Aqui fica o resumo, em números.
Duração: 4h35m
Distância: 104km
Ganho de elevação: 2134m
Médias: Cadência: 70rpm, FC: 143bpm, Velocidade:22,5km/h
Um: 1 banana, 1 barra, 1 gel, 1 paragem (em S. Pedro do Sul, onde comi 1 pastel e bebi 1 café pingado)