segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Trisur Triattlón Sevilla

No mesmo dia em que se disputou no Hawai o Campeonato Mundial de Ironman (talvez um dia eu lá consiga estar...), onde estavam presentes 5 portugueses (um dos quais, o Márcio Neves, sagrou-se Campeão do Mundo no Age Group 20-25M), eu encerrava em Sevilha a minha época triatlética.
Queria terminar a época com (mais) um Triatlo Longo e este, quer pela data, quer pelo local (e até mesmo pelos percursos), pareceu-me interessante. Ainda para mais sabendo que ia contar com a companhia da Liliana, do Telmo Veloso, da Susana Simões e do Paulo Adão Coelho, o fim de semana prometia ser compensador.
A prova realizou-se no sábado de manhã, pelo que a sexta foi quase exclusivamente destinada à viagem. Chegámos a Sevilha ao final da tarde, mesmo a tempo de levantar o kit de participante e fazer o check-in das bicicletas. O parque de transição estava bastante composto, quer em quantidade quer em qualidade - cerca de 300 triatletas, 15 dos quais da categoria Elite.
Sábado de manhã bem cedo, com o sol ainda escondido por trás dos montes, lá iniciámos a rotina típica destas provas (como eu gosto de chegar ao PT ainda escuro e, no meio de toda aquela azáfama, preparar todas as coisas).


Ás 9 horas, em pleno rio Guadalquivir, com uma água tranquila e amena (quase a roçar a permissão do uso de fato isotérmico), era dada a partida para a prova. Seguiam-se 1.900 metros de natação, 90 kms de ciclismo e 21,1 kms de corrida. Todos os segmentos eram compostos por apenas uma volta, o que me pareceu interessante (embora acredito que, quem esteja a assistir à prova e quem vem mais atrasado, não tenha a mesma opinião).
Fiz uma natação bastante "limpa", quer em termos de navegação, quer em termos de toques e 35 minutos depois da partida já (para mim será já, para outros não...) estava a entrar no PT.


O percurso do ciclismo prometia ser duro - a organização falava em 950 metros de desnível acumulado - pelo que comecei de uma forma cautelosa este segmento e tive alguma dificuldade em "encontrar" as pernas na bicicleta. O percurso (de ida e volta) ligou Sevilha a El Ronquillo (que bela subida) passando pela "cuesta de las baterias" e pela mítica "cuesta de la media fanega".



Foi, de facto, um trajecto exigente mas que me agradou bastante. Pena o facto do trânsito não se encontrar cortado (em alguns locais estava condicionado mas noutros estava completamente aberto o que nos obrigou, para além de redobrar a atenção, a circular pelas bermas) e da entrada em Sevilha, no final do percurso, ter sido também bastante atribulada (conduziram-nos por uns becos em muito mau piso e nem sempre bem sinalizados).



A corrida final foi feita, praticamente toda, ao longo das margens do rio Guadalquivir em terrenos variados (alcatrão, terra batida e até passadiços de madeira) o que a tornou menos desgastante. Praticamente todo o trajecto tinha pessoas a assistir à prova (nada que se compare com Vitória-Gasteiz), não porque se deslocassem para ali propositadamente com esse fim mas sim porque o rio, num dia solarengo como foi sábado, é o ponto de convergência da cidade. Isto por um lado é bom para os atletas pois vão tendo pessoas ao longo do percurso mas por outro lado, dado que os voluntários não eram muitos (tal como já havia sucedido no ciclismo), implicava que aqui e ali nos tivéssemos de desviar de alguém.
Contudo, o pior da corrida (e provavelmente da prova) foi a falta de água nos abastecimentos. Apesar dos abastecimentos estarem bem colocados, muito cedo na prova deixou de existir àgua nos abastecimentos (eu fiquei bem classificado e, a partir dos 12 kms, não tive água apenas bebida isotónica e a Susana já não apanhou água em nenhum abastecimento).
Ainda assim fiz uma boa corrida, conseguindo subir mais umas posições na classificação (23.º lugar da classificação geral e 6.º lugar no Age Group 30/34 Masculino) e ajudando a equipa Porto Runners a alcançar um fantástico segundo lugar.


Sendo esta a primeira edição desta prova é natural que tenham sido cometidos alguns erros (uns mais pequenos mas outros bastante graves). Contudo, se juntarmos a isto o valor pago pela inscrição (caro para o que estamos habituados em Portugal) e os prémios/lembranças atribuídas (poucas, nem a fruta ou massagens tivemos direito no final) esta organização terá que trabalhar muito para fazer a segunda edição com as condições que os triatletas merecem. E não estou a dizer que a prova foi má, eu até gostei e Sevilha tem óptimas condições para uma prova como esta, mas a relação qualidade/preço deixou algo a desejar.
Aqui fica o resumo (em números).
Natação: 35'34''
T1: 2'59''
Ciclismo: 2h53'27''
T2: 1'45''
Corrida: 1h20'18''
Total: 4h54'03''
Classificação: 23.º Geral, 6.º AG 30/34M

Podem consultar os resultados completos aqui e ver mais fotos aqui.

Para finalizar o fim de semana (esta é a grande vantagem das provas ao sábado... saímos sábado à noite e, mesmo domingo de manhã, ainda deu para passear um pouco antes do regresso) nada como dar uma volta pela cidade (muito grande e com um trânsito horrível mas com um centro histórico que alberga um interessante conjunto de edifícios/monumentos declarados Património da Humanidade) e parar nas "bodegas" típicas para comer umas "tapas".

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

24.ª Meia Maratona "Cidade de Ovar"

Estamos a menos de uma semana do Trisur em Sevilha (o Half - Ironman que encerrará a minha época de triatlo). A preparação (ainda que de uma forma um pouco "desordenada") está feita e agora resta-me descansar o melhor possível para tirar o máximo partido da prova no próximo fim de semana.

Para "encerrar" a preparação aproveitei o feriado de sexta feira (que, tudo leva a crer, o tenha sido pela última vez. Lembram-se daquele filme "E tudo o vento levou"? Em Portugal está a ser feito um remake em que o vento é substituído pela dupla governo/troika...) e fiz um treino multidisciplinar com cerca de 85 kms de ciclismo seguidos de uma breve transição e de 15' de corrida. Foi um treino interessante, tendo o ciclismo apresentado um percurso exigente e desafiador (cerca de 1.500 D+).


No domingo foi dia da Meia Maratona Cidade de Ovar (que já vai na 24.ª edição). Com a Meia a passar "à porta de casa" não podia deixar de participar. Sempre com a ideia de não dar o máximo pois Sevilha está já aí, fiz uma prova controlada mas a bom ritmo. Acabei por fazer 1h 19' 26'' e conseguir a 101.ª posição da geral (66.º sénior masculino). Podem consultar os resultados completos aqui.



Como habitualmente a organização esteve bem (o início da prova foi pontual - vantagens e desvantagens de não haver transmissão televisiva -, os abastecimentos foram eficazes, o chip - introduzido na edição passada - é uma grande mais valia), o percurso é interessante e variado, os participantes eram muitos (e com um lote interessante de atletas a disputar os lugares cimeiros, quer no sector masculino quer no feminino) e o público a apoiar também não faltou.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

IV Triatlo Varzim Lazer

A Póvoa de Varzim recebeu este fim de semana o IV Triatlo Varzim Lazer.


Disputado na distância "Super Sprint" (300m natação + 10km ciclismo + 2,2km corrida) este triatlo tem a particularidade da natação ser realizada na piscina (de 50m) local. A associação da distância da prova a esta particularidade faz com que muitos atletas escolham este triatlo para se iniciarem/experimentarem a modalidade, quer cumprindo os 3 segmentos, quer participando em estafetas. Este ano não fugiu à regra e muitos foram os que se lançaram nesta aventura. Espero que tenham gostado e que venham a engrossar o lote de atletas que se dedicam a esta fabulosa modalidade.

A equipa do Porto Runners aproveitou esta jornada para juntar os seus atletas e fazer mais uns kms em conjunto. Assim, de manhã cedo saímos do Porto, de bicicleta, em direcção à Póvoa de Varzim, cumprindo os 35 kms em ritmo suave. No final da prova fizemos o percurso inverso, somando outros tantos kms mas "perdendo" alguns atletas que aproveitaram o sol para fazer uma bela tarde de praia.

Sobre a prova não há muito a dizer. A organização esteve bem, com muitos voluntários ao longo do percurso a evitarem que os transeuntes (sim, porque apesar da prova se realizar na marginal da Póvoa não havia muita gente a assistir, apenas alguns transeuntes. Falta-nos muita cultura desportiva...) se atravessassem no percurso (ainda assim apanhei um carro a circular no percurso). A temperatura estava óptima, apenas o vento, relativamente forte e vindo de norte, dificultou o andamento. De resto, a distância é tão curta e a intensidade tão alta (como o próprio nome indica - Super Sprint) que tudo se passa num abrir e fechar de olhos. Consegui realizar a prova em 30 minutos e 7 segundos, alcançando o 14.º lugar da classificação geral.