quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Duatlo Cross Polacos da Serra 2019

Realizou-se no passado dia 10 de Novembro, em Vila Nova de Gaia (no Quartel da Serra do Pilar), o do Duatlo Cross Polacos da Serra.


A Época de 2019 já vai longa e há já algum tempo que estava prevista a minha participação neste Duatlo para encerrar esta época.
Do Clube de Triatlo de Viseu fomos 5 atletas para esta prova.

Iniciei a época de 2019 com um Duatlo BTT e terminei-a de igual maneira. Contudo, se o primeiro Duatlo da época foi uma experiência muito diferente do habitual (no que respeita aos percursos), este foi mais comum. A corrida foi toda feita em estrada, embora ponteada aqui e ali de pormenores diferentes do habitual (empedrados muito desalinhados e duas escadarias) e o ciclismo, realizado em BTT, tinha bastantes kms em estrada/ciclovia com alguns bocados bastante interessantes de terra (lama, dada a chuva).
Fui com o objectivo de me divertir pois, se nas provas de estrada ainda consigo ser competitivo, quando o ciclismo é feito com as bicicletas "gordas" sinto mais dificuldades (que se agravam à medida que o percurso exige mais técnica).
Termina assim uma época recheada de provas e é agora tempo de retemperar forças e preparar 2020.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Duatlo de S. João da Madeira 2019

S. João da Madeira recebeu ontem o seu primeiro Duatlo, dinamizado pela Associação Estamos Juntos.
A época já vai longa e estamos a escassas provas (basicamente Duatlos e, alguns deles, de BTT) de terminarem as competições. Depois de ter realizado a Meia Maratona "Cidade de Ovar" a semana passada ponderei se faria este Duatlo ou não. Mas, sendo um Duatlo (onde habitualmente consigo resultados mais agradáveis) e perto de casa decidi participar. Do Clube de Triatlo de Viseu fomos 5 atletas a esta prova e o saldo, como veremos, foi bastante positivo.


Depois de uns dias onde a chuva marcou presença (no sábado com bastante intensidade), o domingo brindou-nos com um dia soalheiro, ainda que frio. O mau tempo dos dias anteriores tinha deixado as suas marcas e o piso estava húmido e sujo o que, fundamentalmente no ciclismo, obrigou a cuidados redobrados.
O Duatlo foi disputado na distância sprint (5 km de corrida + 20 km ciclismo de estrada + 2,5 km de corrida), tendo cada volta de corrida aproximadamente 2,5 kms e de ciclismo cerca de 5,5 kms.
O segmento de corrida era bastante sinuoso, com constantes mudanças de direcção e subidas/descidas de passeios, onde aliás decorria uma extensa maioria do segmento. Como ponto positivo realço o facto da corrida passar pela pista de atletismo do estádio da A. D. Sanjoanense, embora aqui também pudesse ter havido mais cuidado. Os montes de relva que colocaram na pista após tratarem do relvado deveriam ter sido retirados, que mais não fosse para dar outro aspecto. Um segmento a rever em edições futuras. 
O ciclismo com algumas zonas mais técnicas e a humidade/sujidade do piso a obrigar a cuidados redobrados tinha, na minha opinião, dois momentos chave. Uns bons kms bastante rolantes onde se conseguiam desenvolver velocidades elevadas e, logo de seguida, uma subida que não sendo exageradamente íngreme nem extensa (teria 1 km, talvez), permitia aos melhores ciclistas marcar a diferença.


Fiz uma primeira corrida forte (médias de 3:39/km e 177bpm), bem perto do limite, mas era a única forma de me manter perto das minhas referências e tentar entrar num bom grupo no ciclismo.
Felizmente resultou e formámos um grupo de 6 atletas (eu, 2 do TriBraga, 2 do GC Vilacondense e 1 do Paredes Aventura) que rolou bastante bem nas 4 voltas ao percurso. Na 3.ª volta, durante a subida que marcava o percurso descolei do grupo e passei grande parte da última volta a tentar recolar o que veio a acontecer praticamente no início da subida onde tinha ficado para trás. Resultado, voltei a descolar na subida e cheguei à segunda transição uns segundos depois dos outros elementos deste grupo.


Na segunda corrida ainda consegui manter um ritmo forte e recuperar uma ou duas posições mas os atletas à minha frente iam igualmente fortes e não consegui grandes conquistas.
No final, 1h13'25'' de prova renderam-me o 20.º classificado da geral e... 3.º do AG 40-44, com o 2.º deste AG a ficar a escasso metros à minha frente.


O Clube de Triatlo de Viseu trouxe 4 medalhas desta prova: 3.º do AG 35-39 masculino, 3.º do AG 35-39 feminino, 3.º do AG 40-44 masculino e 1.º do paratriatlo.
Uma referência final positiva para a organização que nos brindou com uma bifanas e uma minis que tão bem nos souberam enquanto esperávamos pela entrega dos prémios. Um Bem Haja!

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Meia Maratona Cidade de Ovar 2019

Há provas a que não posso faltar, independentemente do meu estado de "forma", e a Meia Maratona "Cidade de Ovar" é uma delas.
Para além de ser "nascido e criado" nesta cidade, foi também aqui que eu cresci enquanto atleta. A juntar a tudo isto esta prova é superiormente organizada pelo Afis, sendo uma das referências nacionais na distância.
Este ano, na sua 31.ª edição, a prova contou com um percurso ligeiramente diferente mas que continua a fazer jus ao mote "cidade, floresta, mar e ria" (embora com muito pouco desta última).


Apesar de todas as previsões apontarem para uma manhã bastante chuvosa, pouco antes das 10.00 horas o tempo melhorou e conseguimos fazer praticamente toda a prova sem chuva.
Na partida, como é habitual nestas provas com muitos atletas, fiquei longe dos lugares de frente (31 segundos até passar a linha de partida) e, para conseguir encaixar nos meus "grupos" lá tive que fazer praticamente 2 kms a ziguezaguear por entre a multidão. Depois de entrar no ritmo desejado (a rondar os 4'00''/km) parecia quase um relógio suíço. Os kms iam passando, o ritmo (quer a nível de andamento, quer a nível de FC) ia constante e foi com relativa facilidade que conclui a prova em 1h26'16'' (tempo oficial com os 31 segundos incluídos).


Para terminar 3 apontamentos:
1. Não sei se a organização pretende manter o novo percurso ou não mas faltou-me aquela passagem no coração da cidade de Ovar, cheia de gente a animar os participantes. Os espectadores, não sei se com medo da chuva ou por outra qualquer razão, foram em menor número que o habitual este ano.
2. Aos 19 kms, no final de uma rampa que era a última dificuldade antes da meta, uma senhora de megafone em punho gritou para o grupo onde eu seguia depois de nos dar força "Podes já não ter nada nas pernas mas tens muito na cabeça!". São sábias estas palavras. Numa distância destas há momentos em que só as pernas não são suficientes.
3. Obrigado a todos os elementos do Clube de Atletismo de Ovar e dos SSCM Ovar, especialmente ao grande António Branco (desculpem-me os outros!) por me continuarem a receber sempre de braços abertos. Já lá vão 6 anos e parece que foi ontem!

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Desafio Islas Cies 2019


Esta era uma das provas que tinha na minha lista de "to do" há já alguns anos.
Desafiei os colegas do Clube de Triatlo de Viseu e 2 inscreveram-se. Fomos então 3 atletas, famílias e um casal amigo em direcção a Vigo para passar o fim de semana.
No sábado saímos de Viseu com chuva e não melhorou nada durante todo o dia, pelo contrário.
Choveu durante toda a viagem, durante o almoço, durante a colocação das bikes no PT, etc. Foi um autentico dilúvio (a certa altura eu acho que ainda vi o Noé com a sua arca!).
Ao final do dia o tempo começou a melhorar ligeiramente e, como estava previsto chuva fraca para domingo, foi com apreensão mas esperançados de umas abertas que nos deitámos.
O domingo acordou frio mas sem chuva, felizmente.



Pequeno almoço às 6.00h da manhã, sair do hotel de noite e aquele pensamento "onde é que me vim meter!". Chegar ao PT e preparar tudo às escuras. Há quanto tempo não sentia isto. Que saudades!
A minha preparação não era a melhor mas tinha como objectivo chegar ao final sofrendo o mínimo possível e estabeleci que algo entre as 5h15' e as 5h30' seria um tempo interessante.


A Natação foi no mar, com partida no areal separada por grupos. O meu grupo (AG 40-44 masculinos e AG seguintes partiram juntos formando um grupo com cerca de 150 atletas) foi o último a partir. O percurso, com 2 voltas onde se vinha a terra no final da primeira, correu-me bem. Parti tranquilo e fiz todo o segmento confortável. Fui passando toucas de outra cor o que era sinal de estar a ultrapassar atletas que haviam partido antes de mim. Se por um lado o uso do fato de neoprene facilita o nado por outro a ondulação, que nos brindou ao longo de todo o segmento, e a água bem fria (mesmo com 2 toucas sentia-se o fresco) não ajudaram nada. Ainda assim realizar o segmento em 37' foi muito bom.



O Ciclismo tinha uma percurso bastante rolante, ainda que com algumas inclinações ligeiras, e proporcionava-se a andar muito tempo nos extensores (algo que não treinei devidamente e me custou um pouco). Alimentei-me e hidratei-me correctamente e tentei manter a FC na zona 3. Na 4.a volta (última) tirei um pouco o pé do acelerador porque senti as pernas a ficar desgastadas e ainda tinha uma meia maratona para correr e foi uma decisão acertada. Ainda assim realizei este segmento em 2h45', média de 31km/h. Apenas uma referência ao facto de existirem muito juízes a controlar (e bem) o drafting.


Na entrada do PT para a T2 fiz, como habitualmente o meu desmonte "à pro" (sapatos nos pedais, pé esquerdo em cima do sapato, pé direito solto pronto para correr em cima da linha de desmonte) e fiquei todo orgulhoso quando ouvi em castelhano "mui buena bajada".
Pena o resto do segmento não estar ao nível desta "bajada".

Saí para a corrida com as pernas pesadas e sabia que tinha de controlar muito bem o andamento. O volume de treino não é muito e quanto mais longa a prova mais falta ele faz...
Tentei começar com a FC na zona 3 (a rondar os 150/155 bpm) e consegui. Rolei uns bons kms ligeiramente abaixo dos 5'00''. As pernas não iam confortáveis mas o resto estava bem. Até aos 10kms ainda consegui mas depois as dores musculares nas pernas começaram a acentuar-se e o ritmo baixou ligeiramente. Depois, entre a cabeça e o coração, lá consegui levar o corpo até à meta e é sempre bom cruzar uma meta depois de cumprir uma distância destas. 1h49' foi quanto demorei a cumprir esta Meia Maratona.


Fiquei satisfeito com a prova. Consegui cumprir com os objectivos (embora a minha corrida me tenha "sabido a pouco") e foi um fim de semana diferente, num ambiente agradável (tirando o dilúvio de sábado) como é característico dos nossos vizinhos espanhóis (a energia - o animo, como dizem eles - é sempre contagiante).
A prova está bem organizada, num local bonito e com percursos interessantes. Apenas um reparo que não é nada de relevante. Os finishers tiveram direito a uma mochila e uma medalha. A t-shirt oficial do evento (bem bonita por sinal) custava 30€, o que me parece um exagero.



Para finalizar agradecer à Lili pelo apoio (quer na preparação quer na realização desta prova) e aos colegas de equipa Maria Andia e Pedro Nuno pela companhia neste desafio.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Serra Acima

As serras fascinam-me. Seja pelo isolamento das suas povoações, seja pelas suas paisagens ou simplesmente pelo desafio de as subir de bicicleta, as serras fascinam-me.
Quando o treino é pouco ou o tempo é curto fico todo satisfeito por subir a serra do Caramulo.
Contudo, a Serra da Estrela, por ser a mais alta de Portugal continental, é a "rainha".
Andava há uns tempos a ver se conseguia alguém que me acompanhasse mas ora não dava para mim, ora não dava para eles.
Ontem, os astros alinharam-se e, como a previsão meteorológica era favorável, lá fomos nós rumo ao nosso desafio.
O ponto de partida para esta aventura foi Seia. Depois, como já subi à Torre várias vezes pelo lado de Seia, decidi diversificar.


De Seia rumámos a Gouveia. Neste troço não há nada de significativo a registar, é um bom "aquecimento". De Gouveia seguimos para Manteigas onde, com cerca de 50 km percorridos, efectuámos uma paragem antes de atacar a Torre. Este troço Gouveia - Manteigas é muito bonito. Metade é feito a subir em estradas que serpenteiam a serra, praticamente sem carros, e a outra metade é feita a descer com a visão de Manteigas, bem lá no fundo do vale, sempre a acompanhar-nos. Nesta descida tivemos um encontro com dois cães enormes que, por muito pouco, não nos fizeram cair. Todo o cuidado é pouco.
De Manteigas até à Torre esperava-nos o mais difícil. São cerca de 20 kms a subir com o ciclómetro a indicar muitas vezes pendentes acima dos 15%. Ao dobrar o cotovelo do Covão d'Ametade, olhando para baixo, a paisagem é soberba, recomendo. Vemos todo o vale glaciar com a estrada que percorremos pousada numa das encostas e Manteigas ao fundo, bem no centro do vale. De Penhas da Saúde até à Torre, quando as forças já são menos, a paisagem parece querer castigar-nos ainda mais, tornando-se mais árida e com pendentes maiores (a zona dos túneis, ui ui...) e fomos ainda brindados com bastante vento nesta zona. O forte vento que se fez sentir nos últimos kms da subida para a Torre e na descida para o Sabugueiro foi efectivamente a única parte desagradável da meteorologia. De resto o tempo esteve agradável (um pouco fresco na saída - às 8.00h - mas ameno ao longo da manhã o que facilitou nas subidas).


Chegados à Torre, como o tempo não estava bom, fizemos uma pequena paragem para as fotos da praxe e para vestir um casaco e rumámos a Seia. No Sabugueiro recuperámos as forças com uma barrita proteica e um pouco de fast recovery.


Fizemos toda a volta num ritmo confortável, tal como a extensão do percurso (107 km) e o desnível (2.860 D+) exigiam, e fiquei bastante satisfeito com as sensações. A repetir assim que possível (mas por uma vertente diferente).
Resta-me agradecer ao meu colega Tiago Ferreira que me acompanhou nesta aventura.