quarta-feira, 19 de junho de 2013

Gerês Granfondo Cycling Road - O Empeno...

O Granfondo chegou ao Norte. Depois de, no ano passado, os eventos desta natureza se terem estreado em Portugal com o Granfondo Skyroad Aldeias do Xisto, este fim de semana foi a vez do Gerês receber os ciclistas.


Foram muitos (cerca de 800 ciclistas e respectivos acompanhantes nas duas provas - Granfondo e Mediofondo) os que se deslocaram à vila, enchendo os alojamentos e o comércio da região.
O bom tempo não faltou à chamada e a chuva prevista, felizmente, não se fez sentir durante todo o percurso.
A prova de Granfondo (146 kms/2850 D+) tinha desafios como o Alto Joana Barbosa, entre o km 45 e o km 51 (6 kms) sempre a subir numa inclinação média entre os 4% e os 5%. Depois, o Alto Alberto Amaral, onde encontrávamos o segundo abastecimento, que se iniciava ao km 70 e consistia numa escalada com cerca de 11 kms e uma inclinação média entre os 5% e os 6%. A grande dificuldade, contudo, situava-se já junto ao centésimo km, consistindo numa subida com 14 kms de extensão, alguns dos quais com 7% de inclinação média.



A prova de Mediofondo (100 kms/1695 D+) consistiu num percurso de 100 km, estando a principal dificuldade na subida ao Alto Pedro Cardoso. Esta subida, com 23 km de extensão (entre o km 45 e o km 68), cujos primeiros 6 km coincidiram com idêntica distância do Granfondo.


Para ambas as provas, os últimos 5 km incidiram na subida entre as pontes de Rio Caldo e a meta no centro da vila do Gerês.


Tinha decidido participar nesta aventura pelo desafio da prova e para aproveitar para realizar mais um treino de qualidade em muita (e boa) companhia. Assim, "desliguei o chip competitivo" e parti (bem atrás) à aventura. Procurei fazer todo o percurso a um ritmo controlado e, até à grande subida ia muito bem. Depois veio a grande subida, essa que derruba qualquer um... Sofri imenso e tive mesmo que fazer uma breve "pausa técnica" a meio para recuperar que as dores nas pernas não me deixavam mais pedalar. Depois do último abastecimento, quando todos pensávamos que o pior já estava feito e que apenas nos restava descer, ainda apanhamos umas boas subidas (felizmente curtas) que, dado o desgaste anterior, não foram fáceis. Na última subida (das pontes para a vila do Gerês) vi-me obrigado a controlar o andamento para evitar o ataque das "piranhas" (como um companheiro de aventura designava as "caimbras").



Foi um treino bastante interessante, com uma paisagem fantástica e com um ambiente entre participantes bastante saudável (pelo menos nos meios onde eu circulei, lá mais para frente não sei).
Gastei 5 horas 33 minutos e 58 segundos a completar os 144 kms (média 26,2 km/h), incluindo os minutos que demorei a chegar do local de onde estava até à partida e os minutos (retemperadores) que parei nos 2 abastecimentos aos 80 e aos 110 kms. A classificação, que para o caso pouco importa, pode ser consultada aqui.


A organização está de parabéns pois conseguiu implementar um evento com muito boa qualidade. O percurso estava bem marcado (havia inclusive nas principais subidas placas que indicavam os kms em falta até ao topo e a percentagem média de inclinação), os abastecimentos tinham comida e bebida em quantidade e variedade mais que suficiente (até o almoço volante final estava bom), os elementos do "staff" eram simpáticos e atenciosos e o preço de inscrição pareceu-me justo para o evento. Apenas deveriam rever, na minha opinião, duas coisas: o percurso continha algumas secções em empedrado - muitas das quais a subir - e a t-shirt que ofereceram (do patrocinador) poderia ser substituída por uma alusiva ao evento.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Muda as Estatísticas

Uma famosa marca de refrigerantes lançou uma campanha sobre os efeitos negativos de um estilo de vida sedentário e as suas consequências para a saúde.
O programa assenta em 4 compromissos que visam promover um estilo de vida ativo e saudável. São eles:
1. consciencializar para o grave problema do sedentarismo e ajudar a prevenir o excesso de peso; 
2. promover a prática de actividade física diária;
3. oferecer uma alternativa baixa em calorias ou sem calorias para uma dieta variada, moderada e equilibrada;
4. impulsionar uma comunicação responsável para as mães e continuar sem fazer marketing para as crianças.
Eu, que até nem gosto desta marca (por múltiplas razões), acho as suas campanhas publicitárias (nomeadamente os vídeos) bastante interessantes.
Esta campanha é constituída por dois anúncios e um website específico – Muda as Estatísticas - e, para além de ser apelativa (como todas as outras), tem também uma mensagem importante subjacente, que penso valer a pena reforçar.
No site podemos encontrar muitas dicas para combater o sedentarismo e associar a actividade física à alimentação saudável por forma a conseguir um estilo de vida activo e saudável.
A primeira fase arrancou em meados de Maio com o anúncio "Cadeiras - E se nos levantarmos?".



Agora é-nos apresentado outro vídeo ("Muda as Estatísticas") que nos chama a atenção para o risco do sedentarismo e para a epidemia da obesidade (a prevalência da obesidade, a nível mundial, é tão elevada que a OMS considerou esta doença como a epidemia global do século XXI), exortando-nos a adoptar um estilo de vida activo e saudável (onde a actividade física seja combinada com hábitos de alimentação saudável).


Termino ao jeito radiofónico com um... Já agora, vale a pena pensar nisto...

terça-feira, 4 de junho de 2013

I Duatlo BTT "Terras de Viriato" - Viseu, 2013

A cidade de Viseu recebeu este fim de semana o I Duatlo BTT "Terras de Viriato". Depois de, em ano(s) anterior(es), se ter realizado um Duatlo na variante de estrada na cidade e, para além de Mangualde (onde se disputa o Duatlo de Mourilhe, também em BTT), a modalidade está de regresso a terras beirãs. Que bom é ver a modalidade expandir-se para outras paragens mais afastadas do litoral, assim haja atletas para a praticarem...


Inicialmente esta não era uma prova que estivesse nos meus planos mas, por um lado porque se realizava na cidade da minha namorada - Liliana - e, por outro lado, por ser um Duatlo BTT (uma prova que nunca tinha realizado) aceitei o desafio e inscrevi-me. Esta foi a última prova da minha trilogia competitiva, iniciada em S. Jacinto e que aqui terminou depois de ter passado por Almeirim. 3 competições em 3 semanas consecutivas... Agora é tempo de pensar em Caminha.


A prova contou com o apoio logístico do Regimento de Infantaria 14, em frente do qual estava montado todo o aparato da competição e onde se realizou a partida, a chegada e as transições.
Tendo em conta o tipo de prova, o local e a data (no mesmo fim de semana que o Triatlo de Peniche - Campeonato Nacional de Grupos de Idade) não eram esperados muitos atletas. E assim foi. Foram cerca de 35 os atletas (apenas homens...) que compareceram à chamada. Engane-se no entanto quem pensa que, pelo número reduzido de atletas, o nível competitivo seria baixo. Apesar de poucos o nível competitivo estava assegurado com bons atletas na linha de partida.


A corrida foi praticamente toda realizada dentro do Instituto Politécnico de Viseu, com muitos percursos de ida e volta (e os consequentes retornos que quebram o ritmo), estando, por vezes, mal delimitado (as fitas colocadas apenas no lado exterior das curvas, deixando o lado interior livre para quem quisesse cortar caminho) e com pouco controlo (na 1.ª corrida havia bastantes elementos espalhados pelo percurso mas na 2.ª corrida apenas estava 1 pessoa ao longo de todo o percurso).


O percurso de BTT tinha um pouco de tudo. Havia desde estradas de alcatrão (naturalmente) até um "single track" sinuoso onde era necessária bastante técnica, passando por zonas de terra e mata onde as subidas e as descidas se iam revezando. Apesar de estar pouco à vontade com esta variante do ciclismo (isto já sendo bastante optimista pois já não andava de BTT há mais de um ano...), dado que havia terminado o primeiro segmento bem classificado, tentei seguir com os primeiros. Até entrar no "single track" a coisa ainda se foi compondo mas, quando foi exigida técnica e à vontade em cima da bicicleta, as minhas lacunas fizeram-se notar e, para além de ameaçar um bom par de quedas (felizmente não passaram de ameaças), saí do trilho numa curva mais apertada (fui em frente) o que me valeu - além do susto - uns bons arranhões (felizmente sem gravidade). Foi nessa altura que eu decidi não arriscar neste segmento (esta não era uma prova prioritária e, uma simples queda, poderia pôr em causa todo o trabalho já feito esta época bem como o que ainda está por fazer) e moderei o andamento nas zonas mais perigosas do percurso. Ao longo das 3 voltas que compunham o segmento acabei por, não só perder o contacto com os elementos da frente, mas também ser ultrapassado por 3 ou 4 atletas que, sabedores da arte do BTT (ou simplesmente destemidos, quem sabe), passaram por mim a grande velocidade.
O percurso estava bem sinalizado e, nos locais mais complexos, havia elementos da organização a orientar-nos e a controlar o trânsito. Ainda assim e, uma vez que o trânsito estava aberto, chegou a haver situações em que os veículos circularam juntamente com os ciclistas.
No entanto, na minha opinião, o pior estava guardado para o fim. Na segunda corrida, para além de ter apenas uma pessoa a controlar o percurso no IPV (tal como já referi anteriormente) não tinham sequer ninguém a dar água aos atletas mais atrasados. Estes, no abastecimento colocado no início do segmento (imediatamente após a saída do PT), tiveram que se servir das águas deixadas em cima da mesa (o "self service" chegou ao Duatlo...). Se queremos divulgar a modalidade e trazer atletas temos que os saber cativar e não é assim que o fazemos com certeza. O último atleta merece tanto respeito como o primeiro (não pagaram afinal valores de inscrição semelhantes?).
E por falar em valores de inscrição, aproveito para referir as lembranças. Não é pelo que recebemos no final que avaliamos uma prova, mas lá que é agradável levar alguma coisa para casa é. Nesta prova fomos presenteados com umas brochuras do Turismo do Centro de Portugal e umas pequenas recordações (um porta chaves, um rebuçado e um lápis) do Exército. Acho que o valor da inscrição merecia algo mais.
Voltando à prova em si, falta-me apenas referir que logo no início da  segunda corrida passei 2 atletas que me haviam passado na última volta do ciclismo (um deles passei-o ainda no PT) e, uma vez que não havia ninguém ao meu alcance, fui correndo até à meta apenas com atenção para que não fosse surpreendido por algum atleta que viesse atrás.


No final, cumprida a prova em 1:13:06 horas, o melhor que consegui foi o 7.º lugar da Geral (5.º Sénior). Podem consultar a classificação completa aqui.