sábado, 23 de abril de 2011

VII Duatlo de Perosinho - 22.Abril.2011

Perosinho recebeu ontem a sétima edição do Duatlo de Perosinho, prova organizada pelo clube local de Triatlo.


A manhã não estava nada convidativa para a modalidade, com muita chuva e bastante frio mas, ainda assim, apareceram algumas dezenas de bravos atletas para participar nesta festa.
Esta prova, disputada na distância Sprint (5 km de corrida + 20 km de ciclismo + 2,5 km de corrida), tem um carácter de promoção, verificando-se isso mesmo, com vários atletas a experimentar esta modalidade.
Não tendo esta prova o segmento de natação eu sabia que poderia fazer uma prova interessante mas não estava à espera do que viria a acontecer.
Dada a partida - não sem antes cantarmos os parabéns à gloria do ciclismo, o organizador e aniversariante Venceslau Fernandes - o ritmo da corrida foi, como seria de esperar, forte, formando-se na frente um grupo com meia dúzia de atletas. Eu preferi resguardar-me um pouco e fiquei com o segundo grupo. Na segunda volta (a primeira corrida consistia em 2 voltas a um percurso com bastante empedrado e muitas mudanças de direcção) mantive o andamento e cheguei à primeira transição juntamente com alguns atletas do primeiro grupo que entretanto se foi desagregando.
Fiz uma boa transição e parti para o percurso de ciclismo (4 voltas a um percurso com 2 subidas violentas - uma mais do que outra - e uma parte bastante sinuosa com umas curvas muito fechadas). Dada a proximidade do Triatlo Longo de Lisboa e as condições climáticas que se faziam sentir decidi não arriscar no segmento de ciclismo, fazendo todas as curvas com precaução pois qualquer queda poderia colocar toda a preparação em causa. Durante todo o segmento de ciclismo circulei sozinho - não por opção mas porque assim sucedeu. Não me consegui aproximar do duo que seguia à minha frente nem nenhum dos atletas que seguiam atrás de mim se conseguiu colar.
Chegado à segunda transição faltava apenas 1 volta de corrida (2,5 km) para terminar a prova. Sabia que estava bem posicionado mas não sabia a minha classificação. Fiz uma corrida regular, mais uma vez sem passar ninguém mas também sem ninguém passar por mim. Só quando terminei a prova (em 1h 09m 30s) é que a minha namorada - que madrugou para me acompanhar! Obrigado! - me disse que tinha terminado em 5.º lugar. Foi um excelente resultado. Bem sei que é uma prova de promoção e que o número de atletas é reduzido, mas ainda assim foi muito bom.
Para finalizar resta-me parabenizar a organização pela prova (apenas o facto dos circuitos - quer de corrida quer de ciclismo - estarem abertos ao trânsito é de lamentar, ainda assim bastante minimizado pelo trabalho da G.N.R. e dos colaboradores) e desejar que iniciativas como esta tragam mais atletas para a modalidade.

terça-feira, 19 de abril de 2011

A relatividade do sofrimento...

Segundo a teoria da relatividade, desenvolvida por Einstein, tudo é relativo.

Hoje, no treino, vi estampada na camisola de um colega uma frase fantástica acerca da relatividade do sofrimento na corrida. Não podia deixar de a partilhar convosco...

"Sofres mais quando corres ou quando não sais para correr?"


domingo, 17 de abril de 2011

III Triatlo de Coimbra - 16.Abril.2011

As Docas de Coimbra receberam este sábado mais uma etapa da Taça de Portugal de Triatlo.
Este local, com óptimas condições para a modalidade - quer para os praticantes quer para o público que consegue acompanhar bastante bem toda a competição - é-me particularmente querido. Foi aqui, em Maio de 2010, que eu me estreei no Triatlo. Sou ainda um rockie nestas andanças...

O dia estava muito bom, quase sem vento e bastante ensolarado, convidando à prática da modalidade.
O percurso era o mesmo do ano passado. Conhecer o percurso é (quase) sempre uma vantagem.
A água estava a 13º. Quando entrei no rio, o choque térmico da temperatura exterior com a da água fez com que eu nem inspirar conseguisse. Temi voltar a fazer uma natação sofrível (em Alpiarça a água estava a 16º e o início foi o que foi) mas, depois de umas braçadas para aquecer, comecei a sentir-me melhor.


Dada a partida (onde procurei, como habitualmente, fugir da confusão – se bem que cá atrás normalmente a confusão é menor) procurei impor um ritmo calmo. E consegui! Pela primeira vez fiz toda a prova em crol e, na segunda metade da prova, ainda abri um bocado. Não vi diferenças no tempo deste segmento (16 min., mais uma vez) mas acabei bastante confortável, e isso é um bom sinal.


O ciclismo tinha um percurso exigente. Os 23,5 kms estavam repartidos em 3 voltas, com 3 subidas cada e algumas viragens que quebram o ritmo. Logo no início da 1.ª volta juntamo-nos 3 triatletas (ao longo do percurso outros acabariam por se juntar e engrossar este grupo) e trabalhamos muito bem, puxando alternadamente. Foi um segmento regular que me permitiu recuperar algumas posições.


Na corrida (2,5 voltas num parque em terra batida), como habitualmente, foi correr atrás do tempo. Sem a orientação do Garmin (não sei como, se por falha minha ou do relógio, quando saí da água vi que não tinha iniciado a contagem), corri em função das minhas sensações. Fui recuperando posições e, na última volta abri um pouco mais.


Aqui ficam os números para o registo.
Natação (750 m): 16:05
Ciclismo (23,5 km): 40:43
Corrida (5 kms): 19:15
Total: 1:16:04
Classificação: 102º Geral (299 triatletas na partida e 281 triatletas na chegada)

Fiquei contente pois as sensações desta prova permitem-me pensar que em Lisboa poderei fazer dentro do que tenho apontado.

Se juntarmos a isto a diversão, a partilha e o convívio, com amigos e conhecidos, antes e depois da prova, temos todos os ingredientes para um dia bem passado.